/Por Carolina Almeida

Após adquirir, em 2017, 40% da participação da publicação mais famosa do setor vinícola, a Robert Parker Wine Advocate, o Guia Michelin, bíblia da gastronomia, anunciou que a partir de agora é detentor de 100% dos direitos da revista criada por Robert Parker.

O anúncio foi feito durante uma degustação da RPWA em Nova York, meses após o crítico ter anunciado que deixaria a publicação para se aposentar. Nicolas Achard, novo CEO da Wine Advocate, afirmou que o plano sempre foi ter controle total da publicação.

“Nós nos conhecemos nesses dois anos antes da conclusão do negócio e percebemos que o Michelin e a Wine Advocate têm a mesma cultura em relação à importância de sua independência (dos restaurantes/hotéis e vinícolas que estão analisando)”, declarou Achard.

O único ponto em que os dois guias divergem é sobre o anonimato dos avaliadores – os da Wine Advocate são conhecidos e muitos leitores sentem uma conexão pessoal com eles por meio das redes sociais, enquanto os inspetores do Michelin são completamente desconhecidos.

Mas o fato não gera preocupação: um vinho não se altera só porque um crítico vai prová-lo, mas o serviço de um restaurante e a qualidade dos pratos podem ser melhorados se souberem que um avaliador está lá.

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