/Por Carolina Almeida

Tudo começou quando enólogos, geneticistas e especialistas de DNA de uvas viníferas escavaram o terreno onde Leonardo da Vinci tinha um vinhedo – hoje chamado Casa Degli Atellani –, em Milão.

Do material encontrado, eles rastrearam o código genético da uva plantada na época e, após cruzarem os dados, descobriram que era a malvasia di candia aromatica, muito popular durante o período.

Os desenhos dos vinhedos, feitos pelo próprio artista, foram usados para identificar o local exato da plantação e como estavam organizadas as fileiras.

Depois de toda essa pesquisa, a variedade foi replantada em parceria com a vinícola Castello di Luzzano e, em 2018, a primeira safra foi colhida para dar origem ao mesmo vinho degustado pelo gênio, que estagiou um tempo em ânforas de barro antes de ser engarrafado.

Foram produzidas cerca de 300 garrafas, e parte delas foi leiloada em parceria com a La Vigna di Leonardo, organização que administra o museu onde hoje está a vinha.

Da Vinci recebeu o vinhedo como pagamento pela Última Ceia, uma de suas obras mais importantes, encomendada por Ludovico Sforza, duque de Milão.

Em 1499, após a deposição de Ludovico Sforza e a chegada de tropas francesas na capital da Lombardia, Leonardo da Vinci abandonou sua propriedade e partiu em direção a Florença. Os vinhedos permaneceram inteiros até 1943, quando um bombardeio dos Aliados, na Segunda Guerra Mundial, destruiu o terreno.

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