A tradição dizia que azeites e cervejas deveriam ser engarrafadas em recipientes escuros. A partir disso, o vinho seguiu a mesma razão: proteger o líquido da luz do sol.

A primeira vez que a regra foi quebrada foi com o surgimento do Champagne Cristal. Foi em 1873, quando o Czar Nicolau II da Rússia encomendou uma cuvée especial e personalizada a Louis Roederer. Para evidenciar mais o líquido, o vinho foi envazado em uma garrafa de cristal transparente – mais sofisticada que as convencionais.

Até hoje, o Champagne Cristal é vendido na garrafa icônica, mas é embalada em celofane laranja para proteger o champanhe.

A vantagem de engarrafar um espumantes e rosados em garrafas transparentes é óbvia: mostrar a beleza e a imponência do vinho – melhor forma de seduzir um apreciador. É permitir fazer uma análise visual sem ter a bebida na taça! Os rosés de Provence são provas disso.

Mas a desvantagem merece a atenção: com a exposição à luz solar, o vinho pode sofrer “goût de lumière” – expressão em francês que significa “gosto de luz”. Uma alteração na bebida que pode deixá-la com sabor de sulforoso, lembrando alho. Nada agradável para uma degustar, certo?

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