/Por Tânia Nogueira

A malbec tem origem na região de Cahors, no sudoeste francês. Hoje, porém, a Argentina é o principal produtor de malbec no mundo.

E a malbec é a uva mais importante para a indústria do vinho na Argentina.

São 44.387,50 hectares plantados, 22,4% da área total cultivada no país. E não pára de ganhar terreno no país:  de 2000 até 2019 a área plantada cresceu 171%.

Em 1853, o agrônomo francês Michel Aimé Pouget (1821-1875) foi contratado para dirigir Quinta Normal de Agricultura de Mendoza, um instituto de ensino e pesquisa, cujo intuito era testar variedades francesas em solo argentino.

Entre as castas que levou para testar, estava a malbec. Os argentinos não gostam de falar muito disso, mas tudo indica que Pouget trouxe as mudas do Chile, onde estava desenvolvendo um trabalho similar antes de ser chamado pelos argentinos. 

Só que a malbec destacou-se muito mais na Argentina do que no Chile. No final do século XIX, quando a imigração italiana e francesa e a destruição dos vinhedos europeus pela praga da filoxera trouxeram uma onda de desenvolvimento para a vitivinicultura argentina, a malbec logo se adaptou aos diversos terroirs do país.

Depois, com a recuperação da viticultura europeia, no veio um período de estagnação para a Argentina. 

A malbec continuou sendo a uva mais plantada no país, mas, como prata da casa, não era muito valorizada.

Até que, nos anos 90, Nicolás Catena, da Bodega Catena Zapata, convidou o enólogo americano Paul Hobbs para ajudá-lo a fazer um vinho “tão bom quantos os de Bordeaux”.

A ideia era fazer um corte bordalês de merlot e cabernet sauvignon, como estava se fazendo com muito sucesso na Califórnia.

Mas, ao analisarem os vinhedos da família, a dupla e mais a filha de Nicolás, Laura Catena, decidiram apostar na malbec para buscar seu grande vinho. Poucas apostas foram tão vitoriosas na história. 

A malbec argentina e seus vinhos encorpados, de taninos redondos e longas passagens por barris de carvalho, viraram uma marca de sucesso.

E até hoje agradam muito.

Mas a Argentina, como o mundo todo, também tem buscado vinhos mais leves, com menos madeira.

E hoje se pode encontrar também vários exemplares de malbec argentino muito frescos cheios de fruta. Ganha o consumidor.

VINHO TINTO TRAPEZIO VINEYARD SELECTION MALBEC 2018

Experimente esses vinhos Malbec: