/Por Ana Beatriz Miranda

Um dos vinhos ícones do planeta, o Barolo é um tinto histórico e com personalidade única. Não à toa, sua fama é secular e ele é chamado de “o vinho dos reis, e o rei dos vinhos“, por ter conquistado o paladar da realeza italiana em seus primórdios.

Contudo, o Barolo ganhou o mundo, definitivamente, no século 19, quando alcançou pontuações altíssimas em uma importante competição em Viena, na Áustria. A partir daí, ele atraiu os olhos dos apreciadores de vinho, entrando de vez para a lista dos tintos preciosos. 

Piemonte: a região produtora

O Barolo é elaborado na região de Langhe, no Piemonte, noroeste da Itália em uma DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) que engloba 11 municípios, um com o nome de Barolo, que o inspirou. 

Na região, existem áreas de vinhedos específicos com características que se refletem no vinho, como aromas e sabores. São os chamado “crus de Barolo”, como Cannubi, Cerequio, Brunate e Serralunga d’Alba. 

A uva Nebbiolo

O vinho Barolo é elaborado com a uva Nebbiolo, soberana no Piemonte. Seu nome é derivado de nebbia, que significa neblina em italiano, devido à neblina constante da região e também à cor da casca, um pouco enevoada. 

A Nebbiolo possui personalidade forte e é a principal responsável pela estrutura e elegância dos vinhos que origina, como o Barolo e o Barbaresco.

Características do vinho Barolo

O Barolo é rico em aromas, tem sabores marcantes, taninos persistentes, é intenso e concentrado. Sua coloração costuma ser um vermelho-rubi com pouca profundidade. 

Uma das regras da DOCG é que, para ser Barolo, o vinho precisa envelhecer pelo menos dois anos em barricas de carvalho e um ano na garrafa. Porém, ele é um vinho de guarda, feito para amadurecer e mostrar seu máximo potencial ao longo dos anos. Para os mais simples, 10 anos são o mínimo recomendado. Assim, o caráter austero do Barolo, com muito tanino e acidez presente, se suaviza, mostrando toda a sua singularidade. 

Depois de envelhecer o suficiente, o Barolo se abre, geralmente, em aromas de rosas, ervas secas, alcatrão, toques apimentados, tabaco, couro, trufas, junto com a expressão frutada e floral. 

Hoje os Barolos mais modernos, menos tânicos e mais leves, também têm ganhado espaço no mercado, além dos tradicionais, cheios de potência. As sub-regiões onde são elaborados e o estilos dos produtores influenciam em como o Barolo se apresentará no fim. 

De qualquer maneira, o Barolo é um tinto inesquecível, um dos vinhos ícones do mundo, considerado uma joia líquida. Ele é uma escolha certeira para um momento especial, para presentear um amigo enófilo querido ou para se aprofundar mais no mundo do vinho.

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