/Por Tânia Nogueira

Em 1888, Ferruccio Biondi-Santi, antepassado dos atuais proprietários da vinícola Biondi-Santi, lançou o primeiro Brunello di Montalcino como conhecemos hoje, feito a partir de uma seleção clonal da sangiovese grosso, uma variação da sangiovese com casca mais grossa.

Um vinho enfrentava bem longas passagens por madeira. Quase um século depois, em 1980, foi a primeira região denominação da Itália a se tornar uma DOCG, uma categoria criada para sinalizar onde estavam os melhores vinhos. Na época, o Brunello virou símbolo de status, principalmente entre jovens investidores do mercado financeiro. 

Hoje, segundo Sergio Catini, enólogo da vinícola Camigliano, que produz o Camigliano Brunello di Montalcino (R$ 599, na Casa Flora), no Brunello di Montalcino são usados os melhores clones de sangiovese. Não mais obrigatoriamente da sangiovese grosso.

Todo Brunello di Montalcino tem de envelhecer, no mínimo, 5 anos na vinícola antes de ser lançado no mercado. O riserva, 6 anos. Esse é um dos fatores que fazem do Brunello um vinho caro — são anos de capital empatado.

Montalcino não tem, por enquanto, sub-regiões demarcadas. “Mas estamos trabalhando com a identificação de pequenos micro-climas especiais”, conta Riccardo Bogi, gerente de vendas da vinícola Argiano, propriedade do século XVI, adquirida pelo banqueiro carioca André Esteves, em 2013.

“Já conseguimos separar 6 parcelas bastante especiais. Uma deles, a Vigna del Suolo, já está produzindo um rótulo de parcela única.” O Vigna del Suolo ainda não vem para o Brasil. O Argiano Brunello di Montalcino Riserva está por R$ 3.252, na Inovini.

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!