/Por Ana Beatriz Miranda

O champanhe rosé tem sido cada vez mais apreciado pelos enófilos de plantão, ganhando espaço nos mais diversos eventos, de casamentos a brunchs. E não é para menos: elegante que só ele, esse tipo de espumante é realmente um primor em forma de vinho, do visual ao paladar.

Idealizado por Madame Clicquot

O primeiro champanhe rosé assemblage (com mais de duas uvas) foi feito por ninguém menos que a grande dama do mundo do vinho, Barbe-Nicole Ponsardin, a madame Clicquot em pessoa. Ao aprender as técnicas de elaboração da bebida e assumir os negócios da família, depois do falecimento do seu marido e aos 27 anos, ela incrementou a produção inventando novas técnicas de vinificação. Um exemplo é o remuage, que retira os sedimentos do espumante. Além disso, ela acrescentou vinho tinto ao espumante branco, criando assim o primeiro champanhe rosé. 

Como o champanhe rosé é feito

Existem alguns métodos para elaboração de espumantes, mas especificamente para se fazer champanhe só há um, o Champenoise ou Tradicional. Aliás, champanhe é um produto de Appellation D’origine Contrôlée (Denominação de Origem Controlada), logo, só pode ser chamado assim o espumante produzido na região de Champagne, a 150 quilômetros de Paris, seguindo rígidas regras de elaboração.

No método Champenoise, o champanhe passa por duas fermentações, sendo a segunda dentro da própria garrafa. No caso dos rosés, ocorre uma maceração pré-fermentativa. Isso significa que, antes da primeira fermentação ter início, o mosto (o sumo das uvas) fica em contato com as cascas das uvas tintas. Então, acontece a extração das antocianinas, os pigmentos que dão cor ao vinho e estão contidos nas cascas das uvas. O tempo que esse processo vai levar depende da coloração que o enólogo quer para o champanhe. Quanto mais tempo, mais forte será a cor. Depois, as demais etapas de produção ocorrem normalmente. 

Características do champanhe rosé

Com encantadoras cores em tons rosados, o champanhe rosé traz um caráter mais lúdico, alegre e ao mesmo tempo sofisticado a ocasiões festivas. Geralmente, os aromas trazem frutas vermelhas, mas também podem aparecer outras frutas como lichia, maçã vermelha, romã, goiaba, damasco, pêssego e até frutas secas, além do clássico fermento ou pão característico do champanhe. 

Em boca, os champanhes rosés são frescos, com acidez na medida, todavia, eles têm mais estrutura e intensidade que os brancos, pela presença dos taninos, ainda que tímida. Muitas vezes também são cremosos e deliciosamente persistentes.

Como todos os espumantes, o champanhe rosé é versátil para harmonizar, sendo perfeito tanto para recepções e coquetéis com petiscos quanto para refeições completas. Se você ainda não se tornou fã do queridinho do momento, é só tomar a primeira taça. É provar e se apaixonar!