Criada em 1984, a eleição anual feita pela revista britânica Decanter é considerada uma das mais relevantes do mercado do vinho. Antes chamada de “Homem do Ano” e agora rebatizada de “Hall da Fama”, a premiação escolheu o crítico americano Robert Parker como destaque em 2020.

Criador do sistema de pontuações para vinhos – o que mudou toda cadeia enológica internacional – e fundador da publicação The Wine Advocate, Parker é o 37º integrante desta estrelada lista – tecnicamente, é 39º, já que em 1985 e 2014 o prêmio foi compartilhado por duas personalidades.


Robert Parker completa um time de peso que já foram condecorados pela revista inglesa, como Nicolas Catena, Robert Mondavi, Piero Antinori, além dos também críticos Hugh Johnson, Steven Spurrier e Jancis Robinson. Mas, com certeza, ele é a personalidade mais controversa.

A Decanter em si nunca adotou uma posição de antagonista ao crítico ou ao trabalho dele, mas muitos apreciadores da bebida sim. A implicância é justifica pelo mesmo motivo que o consagrou: o sistema de avaliaçõao por pontos – muitas vezes baseadas no gosto pessoal de Parker, o que acabou balizando bastante os produtores, inclusive nos preços.

Agora que Robert Parker se desligou de suas funções de crítico e se juntou ao Guia Michelin , por que Decanter o escolheu?

“O vencedor do Hall da Fama deste ano elucidou o mundo do vinho para milhões, inspirando-os a nutrir e buscar uma paixão pelo vinho; e capacitou os produtores de vinho de todo o mundo a se esforçarem e criarem vinhos cada vez mais refinados quando a natureza lhes deu a chance de fazer isso. Ninguém antes ou depois mudou o mundo do vinho de maneira tão dramática ou benéfica quanto Robert M. Parker Jr.”, escreveu o jornalista Andrew Jefford, no editorial que divulgou a vitória de Parker.

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