/Por Ana Beatriz Miranda

O vinho branco pode não ser o tipo mais consumido do mundo — posto que pertence ao vinho tinto —, mas certamente merece grande destaque. Aromáticos e com acidez presente, que aumenta a nossa salivação, os brancos possuem diversos estilos, dos mais jovens aos com potencial de guarda, e são classificados de acordo com a concentração de açúcar: seco, meio seco e doce.

Como o vinho branco é feito

O vinho branco pode ser elaborado tanto com uvas brancas quanto com tintas. Ele é o produto da fermentação alcoólica feita por leveduras, que são microrganismos do gênero Saccharomyces.

O que determina a coloração da bebida é o contato com a casca da uva. Diferentemente do vinho tinto, o branco é feito com as cascas separadas e, por isso, sua coloração varia do amarelo-esverdeado até o amarelo-âmbar, de acordo com a casta e o tempo de amadurecimento. 

Depois da colheita, ocorre a separação dos melhores frutos e o desengace, processo no qual as uvas são separadas dos cachos. Aí é a vez do esmagamento e extração do mosto, o suco concentrado das uvas.

É nessa fase que as cascas são separadas, no caso dos vinhos brancos. Então, a mágica da fermentação alcoólica acontece, em que as leveduras consomem o açúcar do mosto, gerando gás carbônico e liberando álcool e calor. 

Embora seja bastante incomum na elaboração de vinhos brancos, o enólogo pode decidir se fará também outra fermentação, a malolática, responsável por diminuir a acidez da bebida.

Logo é a hora da clarificação, para retirada de sedimentos que podem ter sobrado, e o amadurecimento, se for o estilo determinado do vinho. Essa também é uma escolha do enólogo, assim como se o vinho será um varietal, feito com apenas uma variedade, ou um assemblage, com duas ou mais uvas. 

Estilos

De forma geral, os vinhos brancos podem ser leves e frescos, leves e aromáticos e encorpados, ainda que muitos rótulos possam não se enquadrar exatamente em um deles, então, não podemos dizer que só existem esses estilos. 

Os leves e frescos são os mais fáceis de beber, descomplicados e jovens. Os leves e aromáticos têm uma personalidade mais expressiva e são exuberantes, enquanto os encorpados são complexos, suculentos, geralmente passando por barricas de carvalho.  

Harmonização

Com uma quantidade ínfima ou inexistente de taninos, o vinho branco costuma ser mais fácil de harmonizar. Harmonização não deve ser considerada à risca sempre, já que o nosso próprio paladar é que vai decidir o que combina ou não, porém, as dicas podem servir como direcionamento. 

Quanto mais leve o vinho, melhor ele combinará com pratos que também tenham leveza. Saladas, queijos frescos e molhos mais ácidos harmonizam mais com os vinhos brancos leves e refrescantes.

Peixes, frutos do mar e frango dependerão do tipo de preparação e molhos usados na receita para a escolha do vinho branco ideal. Quanto mais elaborado e untuoso o prato, mais complexidade o rótulo deve ter.

Temperatura de serviço do vinho branco

Para atingir todo o seu potencial, todo vinho deve ser servido na temperatura adequada de serviço, independentemente do tipo. Aqui no Brasil, por exemplo, não é interessante servirmos vinhos a temperatura ambiente, por ser muito alta. Em locais mais frios, isso é perfeitamente possível. 

No caso dos vinhos brancos, a temperatura ideal depende do estilo da bebida. Brancos leves e frescos e brancos aromáticos devem ser servidos de 7 a 9°C, enquanto os amadeirados ou envelhecidos precisam estar entre 10 a 12°C para se expressarem com todos os seus aromas e sabores. 

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!