/Por Ana Beatriz Miranda

O assunto é vinho, ouvimos o nome cabernet e, geralmente, quem nos vêm na ponta da língua é a “rainha das uvas tintas”, a Cabernet Sauvignon. Mas na família real cabernet também tem a Cabernet Franc que, inclusive, é progenitora da mais afamada das cabernet. Inclusive, as duas, juntamente com a Merlot, dão origem a um dos blends mais conhecidos e apreciados do mundo, o corte bordalês

Cabernet Franc, a cabernet mãe

A Cabernet Franc provavelmente nasceu em Bordeaux, assim como grande parte das variedades viníferas que conhecemos. No século 17, essa casta já era cultivada onde hoje é o Vale do Loire. Por lá, ela dá origem a varietais de excelência, sendo a tinta mais cultivada da região. No século 18, a Cabernet Franc passou a se destacar também em Bordeaux, sendo usada principalmente para compor assemblages. 

Os vinhos varietais elaborados com a Cabernet Franc costumam ter leveza, frescor e maciez. Eles não têm cor muito intensa, mas são bastante aromáticos, trazendo frutas negras, frutas vermelhas, violeta, toque vegetal, pimenta e um quê mineral, dependendo do terroir. Em cortes, essa uva é incorporada para tornar o vinho mais macio e perfumado.  

Cabernet Sauvignon, a filha célebre

Um dos primeiros registros da Cabernet Sauvignon data do século 17. Ela é proveniente do cruzamento entre a Cabernet Franc e a branca Sauvignon Blanc. Sendo uma uva de fácil cultivo e excelente adaptação, ela se espalhou por todos os países produtores de vinhos, se tornando muito popular e, por isso, recebeu a alcunha de “rainha das tintas”. 

Os estilos de Cabernet Sauvignon são bastante variados. Há rótulos para todos os gostos, varietais e blends. O perfil do vinho depende do terroir de origem e da proposta da vinícola. Mais frutados e frescos, mais maduros e complexos… O interessante é degustar vários e descobrir as diferenças de acordo com países, safras e métodos de vinificação.

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