/Por Ana Beatriz Miranda

A uva Carménère é de origem francesa, mas se tornou emblemática no Chile. Essa tinta poderosa, que gera vinhos marcantes e com intensidade única, foi considerada extinta por muito tempo, até ser redescoberta no país andino, na década de 90.

Embora ainda não existam vinhos de Carménère tão antigos, já que as primeiras safras são recentes, especialistas acreditam que eles são bastante longevos, com excelente potencial de guarda, atingindo seu auge em até 20 anos. Certamente, em alguns anos, as provas poderão ser tiradas, ou melhor, degustadas.

Carménère ou Merlot?

As videiras de Carménère e de Merlot e a anatomia das uvas são muito parecidas e, por isso, elas foram confundidas por bastante tempo no Chile, quando a Carménère ainda não tinha sido redescoberta. 

Essa confusão, inclusive, trouxe danos a muitos vinhos chilenos que eram tratados como Merlot, mas na realidade eram Carménère. Como essa última amadurece mais tarde, as uvas acabavam sendo colhidas antes do tempo, ocasionando em aromas herbáceos muito preponderantes, com destaque para o pimentão verde, que podem ser desagradáveis.  

Quando colhida no tempo certo, a Carménère expressa um caráter aromático voltado para frutas negras maduras, algo terroso, cogumelos e nuances vegetais na medida certa. Os vinhos se apresentam sedosos e potentes, quanto aos sabores, com presença notória e acidez perceptível. 

Harmonização com Carménère

Por serem vinhos com acidez presente, geralmente, eles vão bem com receitas mais salgadas e temperadas. A harmonização com as delícias que compõem a comida árabe costumam fazer sucesso, além de carnes com pouca gordura. Os rótulos de Carménère também ficam ótimos com entradas, saladas frescas que tenham azeitona e queijos amarelos, como parmesão. 

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