/Por Tânia Nogueira

Sempre muito concorrido, o evento de lançamento do Guia Descorchados (Inner Editora) é um dos mais aguardados pelos amantes de vinho de São Paulo e Rio de Janeiro. Costuma atrair desde o profissional até o consumidor final. Os ingressos esgotam-se rapidamente. E as masterclasses, que ocorrem durante a Revisteira, são muito disputadas.

Este ano, por causa da pandemia, a feira infelizmente não vai acontecer. Em compensação, as masterclasses serão abertas para qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, assistir ao autor Patrício Tapia, ao editor Eduardo Milan e aos produtores de mais de 150 vinhos apresentarem os destaques do guia. Não importa se você mora em São Paulo, Boa Vista ou Lisboa. 

Essas masterclasses, que contarão com apenas 20 convidados presenciais cada, serão transmitidas ao vivo pelo Instagram da Revista Adega, que pertence ao Grupo Inner,  e pela TV ADEGA, o canal da revista no YouTube.

As aulas acontecem hoje (14 de setembro), continuam amanhã (15) e quarta-feira (16). São sempre três aulas de duas horas e meia por dia, às 9h30, 13h30 e 17h.

Tudo vai acontecer remotamente. O jornalista Patrício Tapia falará a partir do Chile, Eduardo Milan e o publisher do Grupo Inner, Christian Burgos, estarão em São Paulo conduzindo o pequeno grupo presencial, e os produtores estarão cada um nas suas regiões.

O Guia Descorchados 2020, em suas 1232 páginas, traz um panorama bastante completo do cenário vitivinícola da Argentina e do Chile e ótimos destaques do Brasil e do Uruguai. São mais de 3 mil vinhos de mais de 150 vinícolas argentinas e 190 chilenas, 30 vinícolas uruguaias e 40 vinícolas brasileiras. Ele está à venda nas principais livrarias do país e no site da Revista Adega por R$ 150.

Com 99 pontos, o Supercal 2017, da Finca Pedra Infinita, Zuccardi Valle de Uco, levou o prêmio de melhor tinto argentino. Um vinho extraído da  menor parcela da vinícola na região, com uma produção de apenas 1800 garrafas. Seus criadores Sébastian Zuccardi e Laura Principiano dividem o prêmio de enólogo do ano na Argentina.

O melhor espumante brasileiro foi para o Sur Lie da Casa Valduga (Serra Gaúcha), com 94 pontos. É um nature, ou seja sem zero adição de açúcar no final do processo, feito a partir de um corte de chardonnay e pinot noir, com 30 meses no mínimo de contato com as borras. No mínimo, porque o Sur Lie não passa por dégorgement. Ou seja, não se retiram as borras da garrafa antes de lançá-la ao mercado. Esse espumante recebeu vários prêmios e a Casa Valduga levou o de Vinícola do Ano, no Brasil.

No Chile, o Talinay Pinot Noir 2018, da Viña Tabali, no Vale de Limari, ficou com o prêmio de melhor tinto, com 98 pontos. Felipe Müller, da Tabali, ficou com o prêmio de enólogo do ano. Uma categoria que não existe para os outros países, o melhor vinho laranja, mostra que o estilo tem ganhado importância no Chile. O prêmio foi para o Naranjo Torontel 2019, da Maturana Wines, no Vale do Maule.

Entre os uruguaios, é interessante notar que o melhor branco ficou para um vinho da casta albariño, que vem se destacando muito no país. Foi ele o José Ignácio Albariño 2019, da Bodega Océanica José Ignacio, em Maldonado. A vinícola do ano foi para a Bodega Garzón, que também levou o prêmio de melhor tinto com o Petit Clos Block 212 Tannat 2018.

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