/Por Tânia Nogueira

Já há alguns anos, os vinhos das denominações mais famosas da Borgonha ficaram tão caros que muito poucos consumidores conseguem comprá-los. Com isso, a denominações menos conhecidas da própria Borgonha vão ganhando fama. Entre as mais novas descobertas dos amantes dos vinhos borgonheses, estão as AOCs Hautes-Côtes de Nuits e Hautes-Côtes de Beaune.

A Côte d’Or, como se costuma chamar à soma dos vinhedos da Côtes de Nuits e da Côtes de Beaune, se estende pelas encostas de uma escarpa. Aí, estão alguns dos vinhedos mais famosos da Borgonha, premiers crus e grands crus muito valorizados, como Clos Vougeot (Côtes de Nuits) ou Bâtard-Montrachet (Côtes de Beaune). 

No alto da encosta, por toda a extensão da Côte d’Or, há uma floresta e, depois dela, estão as Hautes-Côtes de Nuits e Hautes-Côtes de Beaune. Elas ficam no topo da escarpa e nas áreas adjacentes, onde há vários vales e encostas. Ali as uvas também são a chardonnay para os brancos e a pinot noir para os tintos. Por enquanto, não há sub-denominações dentro delas. Nem qualquer grand cru ou premier cru.

Por ser mais alta, a região é mais fria do que a já fria Côte d’Or. Por isso, por muitos anos, não era considerada um grande terroir. Mas, com as mudanças climáticas, o frio anda mais ameno e a região tem produzido ótimos vinhos. “Ali, há vignerons que tratam seus vinhedos com práticas semelhantes às da Borgonha clássica, tudo manual, produzindo excelentes vinhos, embora pouco conhecidos ou valorizados”, diz Alaor Lino, proprietário da importadora Anima Vinum, especializada em vinhos da Borgonha, que tem alguns Hautes-Côtes em seu portfólio.

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