/Por Ana Beatriz Miranda

A uva Tempranillo é cultivada nos quatro cantos do planeta, mas é em terras espanholas, sua pátria-mãe, que ela se sobressai ainda mais. Não à toa essa casta é a mais plantada da Espanha. Ela ocupa 20% do total de vinhedos do país. Só em Rioja, uma das mais importantes regiões vitivinícolas espanholas, ela compõe mais da metade das vinhas. 

Então, dizer que a Tempranillo é a alma do vinho espanhol certamente não é exagero. No próprio país, inclusive, ela recebe outros nomes, dependendo da região. Tinto Fino, em Ribera del Duero, Tinta de Toro, em Toro, Cencibel, em Valdepeñas. Ela é denominada ainda de outras maneiras, dentro da Península Ibérica, como Tinta Roriz, no Douro e no Dão, e Aragonez, no Alentejo, em Portugal. 

Além de vários nomes, a Tempranillo expressa características variadas, dependendo do terroir onde ela é cultivada. A pluraridade dos solos e microclimas espanhóis gera rótulos dessa casta bem distintos. Dos leves e fáceis de beber, até os mais complexos, com potencial de guarda. 

De forma geral, a Tempranillo se dá muito bem com lugares de amplitude térmica elevada. Isso significa que a diferença entre as temperaturas mais alta e mais baixa em 24 horas é alta, ou seja, dias muito quentes e noites muito frias. Com essas condições, os vinhos atingem seu máximo potencial. 

Acidez boa, teor alcoólico elevado, vinhos muito equilibrados, aromáticos e saborosos. Para se ter uma ideia, em Ribera del Duero, a Tempranillo é a estrela de um dos mais icônicos rótulos da espanha, quiçá do mundo, o Vega Sicilia. Em Rioja, ela  também brilha muito, sem dúvida, elevando a reputação da região às alturas.

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