/Por Marjorie Zoppei

Os rótulos são um cabernet sauvignon, um tannat e um nebbiolo, todos da safra de 2002, considerada mediana pelos especialistas. O produtor dessas “preciosidades” é Vilmar Bettú, que vive em Garibaldi (RS) e é uma lenda no mercado nacional de vinhos. Formado em engenharia mecânica, com carreira de professor de física, Bettú é mestre em microvinificações e tem 98 rótulos autorais à venda na propriedade da família – a vinícola fica no porão da casa.

Começou a vinificar em 1999, seguindo o legado do avô, um imigrante italiano que plantou o primeiro parreiral cerca de 125 anos atrás. De sua atual produção, os rótulos chegam a custar 380 reais. A disparidade com a safra de 2002 está na lei da oferta e da demanda: quanto mais vende, mais ele sobe o preço.

“Tenho três garrafas de cada um deles e não quero vender, a não ser que paguem bem”, declarou Bettú em live da ABSRS. Até então, quem tinha essa pecha valiosa no Brasil era o Milantino Gran Reserva 2005, que custa 1.500 reais, da vinícola Milantino.

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