“A cristalina verdade de um tinto português do Dão!” 

Lucas Cordeiro – Sommelier

Eu tenho um certo apreço pelos vinhos portugueses, confesso.

Afinal, foi um tinto da região do Douro que me despertou a vontade de me tornar um profissional do vinho.

E transformar o que até então era só uma diversão, em um modo de vida.

Caminhando pelas regiões de Portugal

No meu caminho, me deparei muito mais com vinhos portugueses da região de Douro e do Alentejo.

Depois, as regiões de Lisboa, Tejo, Minho e Setúbal se tornaram mais frequentes.

Um pouco mais tardiamente, a região do Dão se revelou muito interessante.

Vinhos da Região Dão:

Sempre ouvi falar dos “vinhos longevos do Dão” – o berço da Touriga Nacional, dizem – ou sobre a comparação que fazem entre os melhores vinhos da região do Dão e os tintos borgonheses de Pinot Noir, referindo-se a uma certa semelhança de estilo.

De tudo que descobri sobre o Dão nos últimos anos, o que me surpreendeu mesmo foram:

  • alguns exemplares muito bons para o dia a dia
  • e muitas vezes com uma relação preço/qualidade surpreendente.

E digo isso não só quanto aos tintos:

E, sim, alguns guardam semelhanças com tintos elaborados com a uva Pinot Noir.

Geralmente com um pouco mais de corpo, porém com o mesmo frescor.

É esse estilo que encontramos no Lagares de Penalva Tinto 2015, de perfil:

Garrafa do vinho tinto Lagares
  • moderno,
  • frutado,
  • com boa presença em boca
  • e uma acidez suculenta,
  • que o torna bastante gastronômico.

Tanto que, recentemente, numa das Lives que transmitimos pelo Instagram às quartas-feiras, eu o harmonizei com uma receita clássica que tradicionalmente se harmoniza com Pinot Noir: o famoso Boeuf Bourguignon. 

Ficou muito bom, uma deliciosa união entre texturas e aromas.

Recomendo a experiência!