/Por Tânia Nogueira

Vinho rosé combina muito com o verão. É uma boa escolha para acompanhar vários tipos de prato. Ou para ser tomado sozinho na praia, na piscina ou na balada (quando voltar a ter balada). Os rosés estão cada vez mais na moda. Dez anos atrás ninguém falava em rosé. Hoje eles são a escolha preferida de várias celebridades, tanto para beber quanto para produzir. Mas pouca gente, de fato, sabe como eles são produzidos.

Há quatro formas principais de se produzir vinhos rosados (e umas tantas variações dentro de cada técnica). São as seguintes:

Prensagem direta

Como nos vinhos brancos, as uvas vão direto para a prensa que retira o seu suco (mosto) por meio de pressão. Em seguida, as cascas são separadas do mosto, que segue para a fermentação. Como as uvas são tintas, é possível (mas não inevitável) extrair algum material corante com essa prensagem. Rende rosés muito claros com praticamente nenhum tanino.

Maceração curta

Maceração é o nome do processo de extração do material fenólico, em especial taninos e antocianinas (corantes), além de compostos aromáticos, por meio do contato do mosto com a casca. É como uma marinada. A maceração pode acontecer antes ou depois da fermentação, durar mais ou menos tempo, dependendo do resultado que se procure obter.

Nos tintos, a maceração costuma ser mais prolongada porque a ideia é retirar polifenóis suficientes para deixar o vinho escuro e com estrutura. Nos rosés, o período de maceração é curto pois se quer extrair pouca cor e pouco tanino. E, muitas vezes, é feita a fermentação pré-fermentativa (mantendo a temperatura baixa para não dar início à fermentação), que costuma extrair mais compostos aromáticos e menos polifenóis. A cor e a estrutura do rosé feito por maceração curta é escolha do enólogo. 

Sangria

Ou saignée, em francês. É o método pelo qual, antes da fermentação, se retira parte do mosto de um tanque destinado a ser vinho tinto para fazer um vinho rosé. O que resta no tanque segue em contato com as cascas, macerando para tornar-se um vinho tinto bastante concentrado. A parte retirada, que já tem material corante, é vinificada separadamente para produzir um rosé. É um subproduto do tinto, mas há rosés de grande qualidade feitos por esse método, como os do Chinon, sub-região do Vale do Loire, na França. Costumam ser mais escuros e mais estruturados do que os da Provence, por exemplo.

Corte

Finalmente, os rosés podem ser produzidos como a maioria das pessoas imaginam que eles são: misturando vinho tinto com vinho branco. Esse método, no entanto, não costuma ser usado para produzir rosés de qualidade, à exceção dos champanhes e espumantes rosés, que na maioria das vezes são cortes.

Esses são os métodos principais, mas sempre há inovações. O Le Rosé Alain de la Treille, um Vin de France produzido no Vale do Loire, por exemplo, mistura dois métodos. Parte do vinho é feita por prensagem direta e parte por maceração. Um corte de gamay, cabernet franc e pinot noir, parte dele passa também por madeira, o que não é comum entre rosés. Custa R$ 99 e R$ 83 para sócios na loja on-line da Sociedade da Mesa.

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