/Por Tânia Nogueira

Famílias aromáticas é mais um assunto complexo do mundo do vinho. Para principiantes, é difícil identificar se a bebida tem aroma de limão siciliano, de tomilho ou de jasmim. Em boa parte das ocasiões, no entanto, as pessoas  reconhecem o tipo do aroma: “algo cítrico”, “uma erva”, “alguma flor”.

Conseguir identificar grupos de aroma quando se está degustando um vinho é o primeiro passo para, um dia, saber dizer se você gosta mais dos exemplares com aromas florais ou frutados. Ou, melhor ainda, se prefere os tintos com a aroma de violeta ou de jasmim. E saber dar esse tipo de informação para o sommelier ou atendente é (quase) uma garantia de fazer boas compras, escolher rótulos que vão agradar o seu paladar.

Segundo Émile Peynaud (França, 1912-2004), considerado o pai da enologia moderna, os aromas se agrupavam em famílias. Ele as separou da seguinte forma:

Famílias aromáticas dos vinhos 

Florais

Rosa, violeta, jasmim, acácia, flores brancas

Frutados

Cereja, morango, ameixa, pêssego, limão, laranja, maçã

Especiarias

Pimenta-do-reino, cravo, canela, noz-moscada

Animais

Carne, pelo molhado, couro

Vegetais

Capim, ervas, pimentão, chá

Minerais

Petróleo, pedra de isqueiro, plástico

Balsâmicos

Resinoso, pinho, eucalipto

Químicos

Fermento de pão, enxofre, esmalte de unha, cola, removedor de esmalte

Empireumáticos

Associados a calor e fogo, como alcatrão, tostado, caramelo, café torrado

Outros

Chocolate, mel, caixa de charutos, sous-bois

Hoje a classificação mais usada é a da Roda de Aromas desenvolvida pela química americana Ann Noble, da Universidade de Davis, na Califórnia, especializada em análise sensorial e enologia. As famílias aromáticas nesse gráfico criado por Ann coincidem em quase tudo com as enumeradas por Peynaud. Vale a pena imprimi-la, caso queira exercitar seu nariz.

De posse dela, você pode brincar de sentir cada um dos aromas ali descritos. Boa parte deles você encontra no mercado. Colocar morango numa taça e cheirar, por exemplo.

Depois agrupá-los: frutas vermelhas, frutas cítricas, frutas tropicais, ervas de Provence, especiarias, etc. Então, tente reconhecer os aromas de olhos vendados. Com isso, você vai criar uma biblioteca olfativa que ajuda muito na hora da degustação.

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