/Por Ana Beatriz Miranda

No mundo do vinho, há muitos termos complicados que confundem quem está começando a se aventurar no consumo dessa bebida incrível. Denominação de Origem é um deles. Existem várias siglas que as designam e elas podem se tornar um grande ponto de interrogação, como DOCG

Denominação de Origem nada mais é do que uma certificação de que o vinho é de procedência. É uma garantia de que a bebida é realmente do lugar que o rótulo diz. São áreas demarcadas geograficamente para que os vinhos ali produzidos tenham as características esperadas para aquele terroir. Cada denominação possui suas próprias regras que envolvem desde sistemas de irrigação, uvas permitidas, tipos de colheita e até técnicas de vinificação. Umas são extremamente rígidas e outras mais flexíveis. Depende muito do país produtor. 

Temos DOC (Denominação de Origem Controlada) em Portugal, DOCa (Denominación de Origen Calificada) e DO (Denominación de Origen) na Espanha, AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) na França e IGT (Indicazione Geografica Tipica), DOC (Denominazione di Origine Controllata) e DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita) na Itália.  

Uma fato importante é que não necessariamente a qualidade do vinho tem relação com a denominação. É muito mais uma questão de manter a tipicidade. Os italianos supertoscanos, por exemplo, são vinho de qualidade excepcional, mas que não se encaixam nas regras da denominação de sua região. 

DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita)

Além da sigla DOC, existe a sigla DOCG. Afinal, qual a diferença entre elas? A DOCG se refere apenas aos vinhos italianos, é muito mais restritiva e surgiu em 1967, enquanto a DOC foi criada em 1950. Poucos vinhos italianos têm o selo DOCG, já que ele só pode ser atribuído à bebida que seja DOC há cinco anos, tenha alcançado prestígio regional e mundial, além de análises minuciosas antes de serem comercializados.  

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