O ano de 2020 foi ótimo para o vinho brasileiro. Mas o vinho tranquilo, pois os espumantes sofreu um baque: com a pandemia, celebrações como casamentos, formaturas e eventos corporativos deixaram de existir. Como consequência, as vendas de espumantes despencaram.

Existe, de fato, grande expectativa quanto à recuperação do mercado de espumantes não só por parte da indústria vinícola, mas também do varejo. Ela vem embasada por uma evidente mudança de comportamento da sociedade com impacto direto sobre os hábitos de consumo.

“Neste fim de ano, não teremos a realização de grandes eventos coletivos. As festividades ocorrerão de outra forma, provavelmente em grupos menores, e associadas à gastronomia, uma tendência que vem cada vez mais se concretizando e popularizando. Nesse contexto, a previsão é que os espumantes deverão estar mais presentes na mesa dos brasileiros, compondo as ceias de Natal e Ano Novo. Os supermercados gaúchos estarão preparados para esse movimento”, antecipa o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados, Antônio Cesa Longo.

Essa é a janela de oportunidade que o setor vinícola estava aguardando para virar o jogo em 2020: 80% das vendas de vinhos e espumantes no Brasil ocorrem no varejo, um mercado de cifras gigantescas. A venda de bebidas vinícolas (entre rótulos nacionais e importados) movimentou R$ 16 bilhões em 2019. Os espumantes, especificamente, respondem por 10% desse total. Nesse segmento está a grande oportunidade de expansão para os produtos locais: os espumantes brasileiros são responsáveis por 75% do consumo nacional.

Pessoas brindando com taças de espumante

“Os rótulos brasileiros têm uma qualidade indiscutível: são espumantes com identidade e personalidade próprias, resultado de anos de investimentos da indústria vinícola em conhecimento, tecnologia e aperfeiçoamento de processos, bonificados, ainda, por um terroir favorável para a produção de uvas destinadas à elaboração desse tipo de bebida, especialmente no caso da Serra gaúcha. Prova disso é que os produtos nacionais têm, via de regra, sido consagrados e aclamados em concursos ao redor do mundo”, diz Maiquel Vignatti, Gerente de Marketing da Vinícola Garibaldi, que conquistou o título de ‘Melhor Espumante do Cone Sul’ com seu Espumante Moscatel.

“O melhor de tudo é que temos um mercado em franca expansão. A média mundial de consumo obedece à seguinte proporção: 96% para os vinhos tranquilos e 4% para os espumantes. No Brasil, o índice dos espumantes é de 7%, o que comprova maior afinidade do brasileiro com as borbulhas”.

No entanto, o consumo per capto de espumantes no Brasil foi de apenas 150 ml por ano, em 2019. Em 2010, esse número era bem menor: cerca de 80 ml. “Em uma década, o consumo cresceu cerca de 85% – e, mesmo assim, ainda é muito baixo. Nossos esforços, enquanto setor, estão voltados para popularizar o consumo de espumantes, desmistificando a ideia de que a bebida é apenas indicada para situações de celebração, e mostrando como ela pode ser facilmente inserida na rotina. Com isso, fortaleceremos uma cadeia produtiva responsável por grande geração de renda e empregos no país”, reforça Oscar Ló, presidente da Cooperativa Vinícola Garibaldi.

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