/Por Tânia Nogueira

Todos os anos, quando chega o verão, saem várias reportagens sobre os vinhos tintos que combinam com dias quentes. Na maioria das vezes, elas se restringem quase apenas a rótulos de pinot noir e gamay. Não é fácil mesmo encontrar tintos tão leves a ponto de poderem ser tomados quase gelados à beira de uma piscina. Um varietal menos conhecido, mas que combina perfeitamente com temperaturas altas é o italiano grignolino.

A uva grignolino vem do Piemonte, das montanhas de Monferrato, entre as cidades de Asti e Casale. Rende vinhos claros, translúcidos, com aromas frutas vermelhas e bastante acidez. À diferença do pinot noir, no entanto, o grignolino tem bastante tanino. Isso acontece  porque a uva tem muitas sementes, que são ricas em tanino. Grignolo significa semente no dialeto piemontês. Por causa dessa peculiaridade, as uvas têm de ser prensadas de leve para o vinho não ficar amargo e muito rascante. 

No século XIX, era um vinho muito apreciado. Mas, com o sucesso dos barolos e barbarescos, vinhos feitos de nebbiolo, outra uva piemontesa, o grignolino foi ficando para segundo plano. Hoje ele não é muito fácil de se encontrar fora da região.

Mas o Brasil importa alguns. Entre eles o Grignolino D’Asti Ce La Vite, da vinícola Ca’ Del Profeta, que pertence ao jogador de futebol brasileiro Hernanes, conhecido como Profeta. O vinho custa R$ 190 no e-commerce da vinícola no Brasil.

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