/Por Ana Beatriz Miranda

O Château Latour é considerado um dos melhores vinhos do mundo. Para entender sua grandiosidade, é preciso remontar à história. O primeiro registro relacionado ao château é de 1331, quando a torre Saint-Lambert — que inspirou o nome “Latour”, “a torre” — foi construída. Ela protegia o rio Gironde na Guerra dos 100 anos, entre Inglaterra e França. Destruída durante o conflito, foi reconstruída no século 17. 

A propriedade está localizada na região de Médoc, em Bordeaux, mais especificamente na comuna da AOC (Appellation d’Origine Contrôlée) de Pauillac. É um dos Premier Grand Crus, a mais alta classificação das denominações de Bordeaux. São 78 hectares de vinhedos e três vinhos produzidos. O primeiro deles, o nobre grand vin Château Latour, é elaborado apenas com uvas de um microterroir específico, o L’Enclos, que rodeiam o castelo, à margem do rio Gironde, com videiras de 60 anos. 

No século 18, a aristocracia inglesa passou a refinar seu gosto, sobretudo para vinhos, particularmente os grandes rótulos de Bordeaux, como o Latour. Nessa época, um barril da bebida valia pelo menos cinco vezes mais do que os outros vinhos. Ao longo dos séculos posteriores, a qualidade desse líquido precioso foi mantida, com modernização da vinícola no fim dos anos 90 e técnicas avançadas de vinificação.   

O poderoso Château Latour possui um equilíbrio admirável entre força e delicadeza. O blend geralmente é feito com 75% de Cabernet Sauvignon, 20% de Merlot, 4% de Cabernet Franc e 1% de Petit Verdot. Ele pode variar de acordo com as características de cada casta de safra para safra. É um vinho profundamente elegante e concentrado, com coloração intensa, riqueza aromática e frescor. Ele pode evoluir por décadas, sendo idealmente apreciado pelo menos 10 anos depois de engarrafado. Vale cada centavo de investimento. 

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