/Por Ana Beatriz Miranda

Queijos e vinho. Quem aprecia a bebida há de concordar que queijo é uma harmonização infalível. Mas é claro que é preciso tomar alguns cuidados na hora de apreciar essas duas delícias juntas. Afinal, existe uma variedade enorme de queijos e vinhos no mundo. 

Assim como a nossa bebida favorita, o queijo é um produto que se confunde com a história da civilização, existindo há pelo menos 6 mil anos. Ambos são produzidos a partir de técnicas que envolvem processos longos e trabalhosos, muitas vezes artesanais. Para uma boa combinação entre eles, é necessário avaliar a textura, a intensidade e a acidez do queijo, para que seu sabor não se sobreponha ao do vinho. 

As principais classificações dos queijos os dividem em fresco, fresco curado, branco mole, semimole, duro, azul e temperado

Queijos e vinho: harmonização

Queijos frescos

Muçarela de búfala, ricota, feta e minas frescal são representantes dos queijos frescos. Com bastante umidade e acidez marcante, os queijos frescos não têm cascas e mostram bastante o sabor do leite. Os vinhos ideais são os brancos jovens, de safra do ano, que são leves e frescos.

Queijos frescos curados

Os franceses Clochette e Valençay são os mais conhecidos queijos frescos curados. Eles possuem uma casca fina coberta de bolor e combinam com vinhos brancos bastante minerais e com acidez perceptível, como um Pinot Grigio.  

Queijos brancos moles

Brie e camembert são os queijos moles mais apreciados. Eles são conhecidos pela casca mofada branca e interior macio, com sabores amendoados. Champanhes ou outros espumantes elaborados pelo Método Tradicional, como um Cava, são excelentes companhias. 

Queijos semimoles

Entre os semimoles, existem vários tipos de queijos, dos com textura mais cremosa até os mais elásticos. O italiano taleggio e o português serra da estrela são queijos semimoles. Como eles apresentam sabores levemente adocicados, tendendo para o frutado, harmonizam com vinhos tintos leves, frutados e frescos.

Queijos duros

Pecorino, grana padano e manchego são exemplos de queijos duros. Eles têm casca grossa, são granulosos, com sabores potentes, principalmente quando mais maduros. Como são queijos intensos, eles pedem vinhos mais estruturados e encorpados, como tintos que passam por barricas de carvalho. 

Queijos azuis

A gorgonzola e o roquefort são os queijos azuis mais conhecidos. Eles possuem coloração azul-esverdeado por causa do bolor. São queijos salgados, robustos, untuosos e com sabores fortes. A harmonização perfeita é feita por oposição com vinhos fortificados de sabores doces, como os late harvest.  

Queijos temperados

Esses queijos podem ser de todos os tipos, moles, duros, adocicados ou apimentados. O melba, com nozes, é um representante, assim como o italiano taramundi. Aí a combinação com vinho vai depender da intensidade do queijo. Os mais picantes combinam com vinhos de acidez marcada e alta riqueza aromática, como os elaborados com Sauvignon Blanc, Arinto e Riesling. Já os mais adocicados vão bem com vinhos brancos de Chardonnay que tenham toques amanteigados. 

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!