/Por Ana Beatriz Miranda

O termo “grand cru” é mais um daqueles que complicam a vida de quem está começando a degustar vinhos. Se o mundo dessa bebida já é rico em história, designações e palavras complicadas, na França a situação é ainda mais complexa. “Cru” é uma palavra francesa derivada do verbo “croître“, que significa “crescer”. 

Origem do termo “cru”

O termo foi criado pelos monges cistercienses, do período medieval. Eles influenciaram enormemente a viticultura, sobretudo na Borgonha. “Cru” era uma parte delimitada de um vinhedo que apresentava resultados constantes. Isso quer dizer que a variação de safra não interferia na qualidade do vinho. Então, nada mais é, do que uma classificação de vinhedos. 

Assim, os monges separaram a Borgonha em “crus” e esse mapa é usado até hoje. Algumas dessas parcelas de vinhedos tinham tão pouca variação entre safras que foram muradas, dando origem aos “clos“, outro termo que você já pode ter escutado. Os “crus” também foram separados por qualidade e chamados de “grand cru” e “premier cru“. 

O significado de “grand cru”

Na Borgonha, “grand crus” são as porções de vinhedos com maior nível, seguido pelas partes consideradas “premier crus”. São as videiras mais especiais, que dão origem a uvas extraordinárias e, consequentemente, exemplares sofisticados, a mais alta nobreza dos vinhos. 

“Crus” em outras regiões

Bordeaux e Champagne, na França, também usam o termo “cru”. Porém, nessas duas regiões o termo não designa apenas uma parcela de vinhedo, mas sim produtores. Em Bordeaux, principalmente em Médoc, uma vinícola pode ser Premier Cru, Deuxième Cru, Troisième Cru, Quatrième Cru e Cinquième Cru, segundo a classificação de 1855. Além da França, outros vinhedos pelo mundo são chamados de “crus”, inclusive com certificações oficiais. Alemanha, Espanha, Portugal, Itália, Suíça, Áustria, Hungria e África do Sul. 

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