/Por Ana Beatriz Miranda

Quando se fala em tipos de vinhos brancos, muitos aspectos podem ser considerados. A quantidade de açúcar residual na bebida, por exemplo, é um deles. O vinho branco pode ser seco, meio seco, suave (doce) ou fortificado (licoroso), segundo a legislação brasileira. Também podemos separá-los quanto ao corpo e principais características, como frescor e caráter aromático. O corpo do vinho é a sensação de densidade e estrutura que a bebida traz à boca. Em termos práticos, a fluidez que cada gole mostra ao paladar.

Os tipos de vinhos brancos não são classificações formais e sim convenções para facilitar a análise da bebida. Isso porque existem uvas de estilos similares que originam rótulos com certos perfis. Bem como há métodos de vinificação específicos que geram exemplares com caráter determinado. Como o corpo do vinho é algo que sentimos e cada pessoa sente de maneira única, é preciso ter flexibilidade, livrando-se de regras rígidas. Os três tipos de brancos mais comuns são os leves e frescos, leves e aromáticos e encorpados. 

Vinhos brancos leves e frescos

O frescor tem relação com a acidez do vinho, que nos faz salivar e traz a sensação de refrescância. Existem uvas que são naturalmente mais ácidas, como Sauvignon Blanc, Vermentino, Chenin Blanc, Riesling, Silvaner e Pinot Gris. Os rótulos leves e frescos são aqueles mais fáceis de beber, jovens, descomplicados. Os portugueses vinhos verdes, os brancos de Muscadet, sub-região do Vale do Loire, na França, e os italianos soaves, do Vêneto, são ótimos representantes.    

Vinhos brancos leves e aromáticos

Os vinhos brancos aromáticos são exuberantes em seus aromas e sabores, com personalidade mais expressiva do que os brancos leves. As uvas que normalmente os originam são Gewürztraminer, Moscatel, Torrontés, Verdejo e Alvarinho. São rótulos vibrantes, vivos, mas ao mesmo tempo apresentam leveza ao paladar.  

Vinhos brancos encorpados

Os vinhos brancos encorpados são mais densos no paladar, complexos e suculentos. Eles podem ou não passar por barricas de carvalho, diferentemente dos leves e frescos e os leves e aromáticos, que só amadurecem em tanques de aço inoxidável. As uvas Chardonnay, Sémillon, Viognier, Grenache Blanc, Marsanne e Roussanne são as mais utilizadas. Os brancos de Rioja, na Espanha, e os elaborados no Douro e Alentejo, em Portugal, são bons exemplos. 

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