/Por Carolina Almeida

Vinhos são verdadeiras obras de arte. Mas alguns são ainda mais. É o caso do lançamento da Vinho 22, empresa brasileira que, em parceria com a vinícola Lidio Carraro, localizada na Serra Gaúcha (RS), criou uma edição limitada de vinhos com obras da modernista – e brasileiríssima – Tarsila do Amaral estampadas nos rótulos.

A coleção 22 Tarsila, em alusão à Semana de Arte Moderna de 1922, traz três das principais obras da artista: Antropofagia, Abaporu e A Lua. Antropofagia estampa o vinho 100% chardonnay, de diferentes parcelas de vinhedos e múltiplas fermentações; Abaporu dá nome a um rosé varietal de pinot noir vinificado pelo método clássico; e A Lua finaliza a edição num blend de merlot e tannat.

Parceira da Sociedade da Mesa, a vinícola é comprometida em produzir somente bebidas de altíssima qualidade. Tem uma filosofia purista, de resgate à essência e à integridade do vinho. Todo o processo é conduzido com o mínimo de interferência e o máximo de respeito à expressão natural da uva e do terroir de origem. Uma joia!

Pintura ícone

Em 1928, Tarsila pintou Abaporu – do tupi-guarani, que significa “homem que come gente”– e o deu a Oswald de Andrade, então marido dela, como presente de aniversário. Entusiasmado com essa criatura pré-humana, com
o olhar para si e com um pé colossal, Oswald disse: “Isso parece um antropófago, um homem da terra!”. Assim, a obra se eternizou como o principal símbolo da primeira geração do movimento modernista brasileiro, carregando em sua essência a arte de “comer” a cultura e as tendências estrangeiras, e adaptá-las à realidade do Brasil.

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