/Por Ana Beatriz Miranda

Champagne é a região produtora de vinhos mais ao norte da França. A cerca de 145 quilômetros da capital Paris, o território é um dos mais renomados do mundo, sinônimo de requinte e celebração. Champagne é terra do champanhe, o célebre espumante supostamente criado por Dom Pérignon, um monge beneditino que cuidava dos vinhedos e produzia vinhos na sua abadia no século 17. 

Com 34 mil hectares de área de vinhedos, Champagne produz exclusivamente o espumante champanhe, tendo inúmeras maisons, as casas de champanhe. O estilo peculiar da bebida, cheia de elegância e personalidade, conquistou apreciadores dos quatro cantos do planeta, elevando a região ao status de grande produtora de vinhos.  

A AOC (Appellation d’origine contrôlée) Champagne

A denominação de origem de Champagne, Appellation d’origine contrôlée, como é chamada na França, foi criada em 1927, mas apenas em 1936 foi oficialmente reconhecida. Ela definiu regras de elaboração do espumante, desde o cultivo das videiras até o engarrafamento. Todo champanhe deve ser feito a partir do método Champenoise, em que a segunda fermentação acontece dentro da própria garrafa. Esse segundo processo fermentativo é responsável pela formação da perlage, as borbulhas do vinho. 

As uvas permitidas na elaboração do champanhe são sete variedades, embora as mais usadas sejam a Chardonnay, a Pinot Noir e a Pinot Meunier. Além delas, são autorizadas a Arbane Blanc, a Petit Meslier, a Pinot Blanc (Blanc Vrai) e a Pinot Gris (Fromenteau). Os champanhes não safrados, a grande maioria, devem amadurecer por pelo menos 15 meses sobre as borras, enquanto os safrados, feitos apenas com safras excepecionais, devem envelhecer por minimamente 36 meses, antes de irem para o mercado. São os chamados champanhe vintage ou millésime. 

O terroir de Champagne

O clima de Champagne é frio e úmido, com influência continental e também marítima. A região está localizada no limite de latitude para o cultivo de vinhedos, condição que dificulta a produção, mas gera uvas de qualidade especial. A insolação é baixa e, por isso, os vinhedos são plantados em colinas para aproveitar melhor a luz solar. O solo é majoritariamente calcário, facilitando a drenagem e também conferindo um perfil mineral aos espumantes. Devido ao cultivo delicado e à variação climática, as safras de Champagne podem variar bastante. Então, para manter o nível altíssimo dos champanhes, os produtores usam uvas de diferentes parcelas de vinhedos e de anos distintos, a fim de chegar a um produto de estilo padronizado. 

Sub-regiões de Champagne

A AOC é dividida em seis sub-regiões, com características particulares de terroir, Montagne de Reims, Vallée de la Marne, Côte des Blancs, Côte des Bar, Côte de Sézanne e Vitry-le-François. Dentro delas, algumas parcelas de vinhedos apresentam virtudes exclusivas, sendo divididas em 43 Premier Crus e 17 Grand Crus. É dali que vêm as uvas usadas na elaboração dos champanhes mais nobres e desejados. Vida longa ao rei dos espumantes!

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