/Por Ana Beatriz Miranda

Muita gente que está iniciando o consumo da nossa bebida favorita não sabe bem por onde começar e se perde conhecendo os vinhos. Com tanto assunto relacionado, uvas, regiões, tipos, detalhes de serviço é fácil sentir insegurança. Mas algumas dicas preciosas podem ajudar os novatos no mundo do vinho se sentirem mais à vontade na hora da degustação. O primeiro passo é entender que a evolução vem com o tempo, com o estudo e com o interesse.

Comece pelo básico

Mesmo que seja clichê é importante não pular etapas e começar do início. Leia sobre os tipos de vinhos, o que os caracteriza, como são produzidos. Tintos, brancos, rosés, espumantes, frisantes e fortificados. O que cada um tem de especial? Por que os tintos têm taninos e os brancos (quase) não têm? Por que os rosés têm essa cor? O que define um fortificado? E as borbulhas dos espumantes e frisantes? Da onde vêm? Qual a diferença entre os dois? Aprender sobre os aspectos estruturais do vinho, antes de mais nada, é o caminho certo para desbravá-lo. 

Conheça as uvas

Depois que você estiver familiarizado com os tipos de vinhos, é interessante aprender sobre as uvas. Pesquise sobre as principais variedades, quais características elas têm como fruta, como interfere nos aromas e sabores dos vinhos, em que países e regiões são mais cultivadas, onde elas se originaram. Tudo isso ajuda a descobrir o gosto pessoal e ir, pouco a pouco, identificando os atributos de cada uma, na cor, no olfato e no paladar. 

Vinhos do Novo Mundo e do Velho Mundo

Ao compreender melhor as uvas, o enófilo pode começar a perceber as diferenças entre rótulos de diferentes países produtores e até de regiões de um mesmo país. Aí o caminho natural é saber mais sobre a cultura enológica dos produtores. Os vinhos mais tradicionais, do Velho Mundo, da Europa, e os mais modernos, do Novo Mundo, dos demais continentes. O que os diferencia? Quais você mais aprecia? 

Diversidade: quanto mais, melhor

É claro que, para você descobrir seu gosto, é preciso se aventurar nos mais diversos tipos de vinhos. Quem fica apenas no mesmo rótulo, sem variar nem a uva, nunca vai atingir a maturidade imprescindível na descoberta do próprio paladar. Então tem que provar de tudo. Sem medo de se decepcionar. Isso faz parte do processo. Varie safras, países produtores, regiões, uvas… Devagar, aos poucos. Pulando de estilos parecidos, para os mais peculiares. Pesquise sobre eles, entenda a história do vinho. Interesse é essencial para diversificar seu repertório. 

Questione as crenças 

Com seu jeito ritualístico, o vinho engloba muitas regras. Algumas são extremamente coerentes, como o uso das taças, que foram desenhadas para arejar o líquido corretamente, e as temperaturas de serviço, que se estiverem inadequadas levam a uma má experiência. Contudo, há muitos mitos tidos como convenções. Por exemplo, enófilos que acreditam que apenas vinhos vedados com rolhas têm qualidade. Isso é uma besteira porque os outros tipos de vedantes cumprem o papel de vedação igual ou até melhor que as rolhas. O screwcap, a tampa de rosca, e o vinolok, a rolha de vidro, são excelentes e muito usados em vinhos de consumo mais imediato.   

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