/Por Ana Beatriz Miranda

Existem muitos tipos de vinhos, países produtores em todos os continentes, uvas a perder de vista… Tanta riqueza vitivinícola pede classificações para separarmos as bebidas em grupos que representam semelhanças e diferenças. Uma delas categoriza vinhos do Novo Mundo e Velho Mundo. O que é considerado nesse caso é a relação com a produção do líquido, remontando aos primeiros relatos.

Essas são expressões que dividem a Terra em países histórica e culturalmente mais antigos e os mais novos, geralmente colônias dos primeiros. O contexto da viticultura tem relação direta com a história da humanidade. Sendo assim, os territórios que foram unificados mais precocemente são também os que começaram a produzir vinhos. 

Vinhos do Velho Mundo

O chamado Velho Mundo engloba os países europeus e são o berço da bebida. A Europa foi o primeiro continente a incluir o vinho em suas práticas culturais e comerciais, desenvolvendo técnicas de elaboração. Embora a origem do vinho não seja bem definida, é fato que os países europeus foram os instauradores da bebida à mesa, incentivando e propagando o consumo. Mais do que um produto, o vinho é parte do cotidiano do europeu, tradição passada de geração para geração. Não à toa, França, Itália, Portugal, Espanha e Alemanha estão entre os grandes produtores e consumidores de vinho do mundo. 

Como são produtores seculares de vinho, os países europeus conhecem profundamente as características de seus terroirs. Por isso, a produção costuma ser tão assertiva, com uvas e, consequentemente, vinhos de excelente qualidade. Além disso, as denominações de origem garantem que os exemplares vieram de fato de certa região e que foram elaborados seguindo regras específicas que marcam seus estilos. De forma geral, os vinhos do Velho Mundo são reflexos dos locais de cultivo das uvas.       

Vinhos do Novo Mundo

São chamados vinhos do Novo Mundo aqueles elaborados nos demais países produtores, exceto os europeus. Vinhos dos EUA, da Austrália, da Nova Zelândia, Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, da África do Sul são todos do Novo Mundo. Embora a África seja cronologicamente uma antiga produtora, o continente africano se enquadra no Novo Mundo pelas técnicas de produção. A maioria das regiões do Novo Mundo foram influenciadas pelos países europeus colonizadores, que levaram suas práticas vitivinícolas para as colônias. Contudo, ao longo do tempo, os produtores do Novo Mundo desenvolveram seu próprio estilo e criaram novos processos para produzir seus vinhos. 

Logo, os vinhos do Novo Mundo unem as tradições antigas com técnicas inovadoras, adquirindo personalidade própria. Eles costumam ser mais versáteis e menos apegados às características clássicas, tendo mais espaço para a ousadia. Independentemente da origem, todos os vinhos têm sua vez nas taças dos enófilos em busca de qualidade e boas experiências. O bom mesmo é provar de tudo e conhecer a diversidade que o mundo do vinho tem a oferecer.  

Experimente nossas seleções e viva a melhor e mais abrangente experiência enológica. Associe-se!