Imagino que, quando você leu “Vêneto”, talvez tenha pensado em um Valpolicella ou em um Bardolino.

Eu pensaria! Mas não é.

Vim falar de um vinho que é umcorte bordalêsfeito na Itália.

Já há algum tempo eu tenho apreciado alguns vinhos do Vêneto elaborados com merlot e/ou cabernet sauvignon.

E tenho tido boas surpresas!

O que não é de se estranhar, pois estas variedades francesas (principalmente a merlot) se adaptaram muito bem ao clima fresco da região e às áreas cujos solos são predominantemente argilosos com textura média. 

Nesse contexto de terroir, os vinhos gerados a partir destas uvas lembram muito mais um estilo bordalês do que os seus pares elaborados em regiões cujos verões são mais quentes, como na América do Sul.

É justamente isso que você encontra no nosso Tenuta Santanna Rosso 2017:

  • aromas de frutas vermelhas frescas,
  • delicadas notas florais,
  • além de traços vegetais
  • e de folhas secas, lembrando algo terroso.

Vale lembrar que é um vinho que não amadurece em barris de carvalho e, na boca, encontramos acidez viva (lembrando bem os tintos clássicos do Vêneto), pequena estrutura tânica e paladar bem seco – o que para mim dão a característica principal do perfil deste vinho.

Ele é muito gastronômico, sensacional à mesa!

Harmonização do Vinho Tenuta Santanna Rosso 2017

Gostoso também de ser apreciado como aperitivo, aquele você vai bebericando enquanto cozinha, ou apenas acompanhando uma tábua de queijos. Mas fazendo par com uma refeição que ele mostra o seu melhor.

Faça em casa um espaguete “al dente”, regue com um molho caseiro de tomate e manjericão frescos, jogue um bom parmesão ralado por cima, junte umas porpetas bem temperadas e voilà!

Percebeu que eu não estou sugerindo um prato ultra sofisticado?

Esse vinho é para receitas de “confort food”, como naquele almoção de domingo com a “mama”, tirando uma onda com a cara do cunhado e dando muita risada com a família.

Vinho é para isso, para se divertir!

Abraços e saúde!

Lucas Cordeiro
Sommelier da SDM