/Por Ana Beatriz Miranda

Quem começa a degustar nossa bebida favorita geralmente se aventura primeiro no vinho chileno e no vinho argentino. Não à toa Chile e Argentina lideram o ranking dos rótulos mais consumidos do Brasil. São bebidas frutadas e calorosas que conquistam o paladar dos iniciantes, mas também de quem já aprecia vinhos há muito tempo. Versáteis e fáceis de harmonizar, eles combinam com o nosso estilo de vida e nossa gastronomia. 

O vinho argentino é elaborado em regiões produtoras encantadoras, sendo Mendoza a mais célebre e cobiçada. O país tem um forte enoturismo e recebe com muita qualidade turistas do mundo todo, que querem desbravar as riquezas vinícolas e gastronômicas dos hermanos

Assim como nos outros países da América Latina que produzem vinhos, as primeiras mudas de Vitis vinifera chegaram à Argentina por meio dos colonizadores espanhóis, no século 16. Com a forte tradição católica vinda da Espanha, o cultivo das uvas e a elaboração da bebida foram impulsionadas, voltadas para o consumo religioso. No século 19, com a imigração europeia, a história vitivinícola argentina ganhou mais um capítulo. Os imigrantes trouxeram novas uvas e o hábito do consumo ao novo país. Foi assim que a produção na Argentina começou a se expandir e se destacar, devido às ótimas condições para o desenvolvimento das videiras. 

Durante esse período, o vinho argentino ainda era considerado rústico. Porém, a partir do século 20, os produtores investiram em tecnologia e novas técnicas de vinificação, elevando seus exemplares a um nível mundial e conquistando, definitivamente, o paladar dos enófilos de todo o planeta. 

Principais regiões produtoras de vinho argentino

Mendoza

Mendoza é a região produtora mais famosa da Argentina. Ela é considerada a capital vitivinícola do país. Mais de 70% dos vinhos argentinos vêm de lá. Localizada aos pés da Cordilheira dos Andes, Mendoza atrai apaixonados por vinho de todos os cantos. Rapidamente, os produtores perceberam que o terroir era excepcional para o cultivo das videiras. O clima com pouca chuva, vento seco, alta amplitude térmica e o solo desértico são ideais para o amadurecimento perfeito das uvas, que adquirem boa concentração de açúcares. A Malbec é a uva que mais brilha por lá, mas a Cabernet Sauvignon e a Chardonnay também se destacam bastante.   

San Juan

San Juan tem o posto de segunda maior região produtora da Argentina. Ela tem uma grande altitude, fica localizada entre Mendoza e La Rioja. Como o clima é extremamente seco, os vinhedos dependem da irrigação dos rios San Juan e Jachal. A Syrah e a Bonarda são cultivadas com muito sucesso por lá. Além da Malbec, é claro. 

La Rioja

La Rioja tem o nome de umas das principais regiões produtoras de vinhos da Espanha, mas também é uma localidade argentina. A excelente insolação, os ventos dos alpes e a proximidade com a linha do equador contribuem para um terroir propício ao cultido das vinhas. Por lá, são elaborados exemplares brancos surpreendentes, sobretudo feitos com uva Torrontés

Salta

A região de Salta está localizada no extremo norte do país, na divisa com a Bolívia. Com paisagens belíssimas, de grandes altitudes, o território tem duas sub-regiões de destaque: Cafayate e Molinos. As uvas mais cultivadas são Torrontés, Chardonnay, Tannat, Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot

Patagônia

Com clima e solos muito distintos do restante da Argentina, a Patagônia tem despontado como grande promessa na produção de vinhos. Vinhos sensacionais, de personalidade única, são elaborados na região, principalmente de Pinot Noir, Malbec e Riesling. Os ventos intensos favorecem a saúde das videiras, pois impede a disseminação de fungos. Os vinhedos patagônios são os mais ao sul do planeta e os visuais dessa terra são extraordinários. 

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