Quando falamos em vinhos alemães, de imediato vem à cabeça os brancos.

É natural, afinal cerca de 63% das uvas colhidas no país são brancas.

Mas, entre as tintas, a que mais se destaca é a Pinot Noir – tanto em volume de produção, quanto de qualidade.

O que também não deveria causar grande surpresa!

Afinal, quem conhece um pouco sobre a casta sabe que ela gosta de um “friozinho”, justamente o que ela encontra na gélida Alemanha.

Então qual a grande “sacada” desse vinho?

Nahe Treu Pinot Noir

Para entendê-lo você precisa se abstrair do perfil padrão dos vinhos de pinot noir.

Não vai achar aqui aquelas frutas frescas ou o sous-bois dos vinhos da Borgonha, nem as frutas muito maduras com provável presença de carvalho que são típicas de uma pinot noir cultivada em região de clima quente.

Para este tinto, não vamos falar da expressão varietal tradicional da uva, mas de uma expressão particular, que carrega consigo sua origem pouco usual, a região de Nahe, na Alemanha.

Análise Sensorial do Vinho Nahe Treu

  • Quando você aproxima o nariz de uma taça, o impacto inicial é de um vinho condimentado, picante e com especiarias (e não passa nem perto de carvalho).
  • Depois vem uma fruta até levemente madura, surpreendente para um vinho de clima frio.
  • Na boca, ele continua singular. Não é exatamente leve. Eu diria que está a meio caminho do médio corpo: tem presença, o sabor condimentado continua e o frescor não decepciona.

É uma bebida que desvia da expectativa padrão e apresenta originalidade.

Além de tudo, claro, é um vinho bem gostoso e com muita qualidade.

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Abraços e boa degustação!

Lucas Cordeiro
Sommelier da SDM