/Por Carolina Almeida

Em 2016, a professora Magali Delmas, do Instituto de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Ucla), analisou as notas de 74 mil vinhos californianos pontuados por Robert Parker, wine enthusiast e wine spectator, e concluiu que os vinhos orgânicos tiveram notas 4,1% maiores do que aqueles produzidos de maneira convencional.

Neste ano, em um segundo estudo, ela comparou 128 mil pontuações de vinhos franceses divulgadas nas principais revistas do país e o resultado foi bastante parecido: os rótulos orgânicos receberam notas 6,2% mais altas. Já os biodinâmicos tiveram um desempenho ainda melhor, pontuando 11,8% a mais do que os rótulos tradicionais.

À revista Drinks Business, Magali contou sua motivação para a pesquisa: “Produtores da Califórnia me explicaram que, apesar de estar produzindo vinhos orgânicos, não queriam usar a informação no rótulo, pois tais bebidas tinham a reputação de ser ruins. Em alguns casos, a omissão aconteceu para que os produtores fossem vistos como ‘mais convencionais’ pelos consumidores”. Na contramão desse pensamento, o mercado global de vinhos orgânicos deve ter um crescimento de 43% até 2024, estima a consultoria International Wine and Spirts Record (IWSR).

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