/Por Daniel Salles

Tem dias que dá vontade de tomar tanto vinho quanto cerveja. Daí a
vantagem de uma bebida como a lançada em fevereiro pela cervejaria americana Trillium, com sede em Boston. Uma american wild ale envelhecida com as uvas pinot noir, pinot meunier e chardonnay. Cerveja, certo? Não exatamente. Trata- se de uma oenobier, a mais nova fusão entre vinho e cerveja – daí o nome esquisito, ideal para um remédio de azia ou para dor de cabeça.

Essa da Trillium começou a ser produzida em novembro de 2016, quando a cerveja puro malte que lhe dá corpo foi feita e, em seguida, transferida para barris de carvalho – para quase dois anos de maturação. O passo seguinte foi despejá-la em tanques de aço inox com o mosto das três uvas – e lá se foram mais dois anos de espera, sem falar na etapa final dentro das garrafas, para garantir a carbonatação. “É uma cerveja firme e equilibrada, com gradação alcoólica bem escondida, de 11,6%, e taninos suaves”, informou a cervejaria Trillium, quando apresentou a novidade.
“Não poderíamos estar mais orgulhosos.” Cada garrafa, de 330 mililitros, custa 8,05 dólares (44 reais).

Terras habitadas

O mergulho das cervejarias artesanais no universo do vinho não é novidade. Muitas adquiriram o hábito de envelhecer red ales e outros estilos de cerveja em barris de carvalho usados em produções enológicas – há quem prefira os que abrigaram bourbon ou cachaça – e de usar uvas viníferas para infundir um toque inesperado. O que as oenobiers propõem
de novo é a mistura do mosto do vinho ao da cerveja.

Oficialmente, elas são classificadas como cervejas. Pelo menos nos Estados Unidos e somente para não ferir a legislação que rege o setor. De acordo com a agência federal que regula o comércio de álcool e tabaco no país, a única exigência para que uma bebida possa ser chamada de cerveja é: grãos devem ser a fonte de 51% dos açúcares usados na fermentação.

Na tentativa de descrever a novidade, Jean-Claude Tetreault, o dono da Trillium, declarou: “Ajuda a entender a gama de possibilidades que a cerveja alcança quando não se milita às regras do mundo do vinho. Enquanto nesse último existem definições bem rígidas, o universo da cerveja, pelo menos atualmente, cruza um bocado as fronteiras”.

Porfólio extenso

Outra bebida recente da marca, fundada em 2013, é uma de estilo american wild ale incrementada com o mosto de uvas sémillon, conhecidas por darem corpo aos vinhos Sauternes. “Apresenta aromas de pera fresca, lichia e raspas de limão. À medida que a cerveja se abre, um buquê de notas florais toma conta do paladar”, promete a Trillium. “Enganosamente fácil de beber para uma cerveja com 10,8% de gradação alcoólica, termina com um perfil ácido suave e carbonatação viva.” Cada garrafinha dessa, também de 330 mililitros, custa 7,05 dólares, ou 38 reais.

A companhia americana também já desenvolveu uma cerveja envelhecida com chardonnay, outra com moscatel, uma terceira com viognier e mais uma com a ancestral uva rkatsiteli, da Geórgia. Em 2018, para celebrar o aniversário da Trillium, foi lançada a Cuvée de Tétreault, uma american wild ale elaborada com o mosto de cabernet sauvignon e cassis – a maturação ocorreu em barris usados anteriormente na fabricação de bourbon. “Exalta notas de tabaco, baunilha e um leve tostado”, afirmou a cervejaria, que repetiu a experiência no aniversário do ano seguinte.

Divisão de monopólio

Outra companhia do gênero que aposta nas oenobiers é a californiana The Bruery, sediada no município de Placentia, a 50 quilômetros de Los Angeles. Uma de suas criações mais recentes é a Portified Black Tuesday, cuja garrafa, de 500 mililitros, custa 53 dólares (quase 290 reais). Trata-se de uma imperial stout envelhecida por três anos – na companhia de uvas syrah – em barris antes usados na elaboração de vinho do Porto. “É uma cerveja imensamente complexa, concentrada e autoindulgente”, definiu a marca em comunicado.

Desenvolvida em parceria com a chef Brooke Williamson, a The Vine (pegou o trocadilho?) é uma ale maturada em conjunto com uvas viognier e grenache blanc em barris de carvalho. “Não é o tipo de cerveja que você vai comprar no supermercado”, ressalta Jeremy Grinkey, gerente de produção da cervejaria, explicando que não é um produto que todo mundo tende a engolir.

Lançada pela The Bruery no ano passado, a The Vine tem 12,2% de teor alcoólico e é vendida em garrafas de 750 mililitros. Cada uma custa 28 dólares, ou 150 reais. Em matéria de preço, ao que parece, as oenobiers parecem decididas a ombrear com os vinhos.

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