/Por Erwane Kaloudoff

Introdução ao vinho rosé

Nunca bebemos tanto rosé no mundo: só em 2020, foram mais de 26 milhões de hectolitros.

Muito tempo considerado um vinho secundário, indigno do interesse do enólogo e do consumidor exigente, o rosé agora conquista muitos fãs ao redor do mundo, sobretudo em países de clima quente como o nosso.

O rosé também não se limita mais a churrascos e aparece atualmente para harmonizar com pratos da alta gastronomia.

As ocasiões de consumo se diversificaram e vemos rosés triviais e até de guarda, de três a cinco anos.

No nariz, o rosé exala no geral opulentos aromas frutados e gulosos.

Mas de onde vem a sua coloração única?

Para começar, é preciso lembrar que o rosé não vem da mistura de um vinho branco com um tinto (excluindo o champanhe).

Dito isso, você deve saber que a grande maioria das uvas, brancas ou tintas, tem uma polpa branca.

Vinho tinto e rosé, portanto, adquirem sua cor a partir dos pigmentos vermelhos da casca, também conhecidos como antocianinas.

É espremendo a uva e deixando-a macerar um pouco com a sua casca que obteremos a cor do vinho.

Quanto mais longa a maceração, mais escuro fica o vinho. É o bastante para o princípio geral da coloração do vinho.

Principais métodos de elaboração do vinho rosé

No que diz respeito aos rosés, existem dois métodos principais de elaboração. A maceração curta e a sangria. 

1- Maceração curta

No início do processo de elaboração de qualquer vinho, as uvas são delicadamente esmagadas para que o mosto (suco) seja extraído.

O tempo em que o mosto permanece em contato com as partes sólidas da uva, como cascas e sementes, é chamado de maceração, e determina, entre outras coisas, a coloração do vinho.

Para originar o vinho rosé, o período de maceração é reduzido, não ultrapassando muitas horas, ficando somente o suficiente para garantir a coloração rosada.  

Essa técnica também pode ser chamada de maceração pré-fermentativa e atualmente é a mais utilizada.

Este primeiro método produz vinhos relativamente claros, próximos à tonalidade salmão. Isso se explica pelo fato da polpa dificilmente entrar em contato com a casca da uva. 

2- Sangria

Logo no início do processo de fermentação para elaboração do vinho tinto, cerca de 10% do líquido (já apresentando coloração rosada) é retirado ou “sangrado” do tanque original para outro recipiente.

Sendo assim, as fermentações são finalizadas em separado, onde o fragmento de 10% mantém-se como vinho rosé e o restante resulta em um concentrado vinho tinto.

Também conhecida como “saignée”, essa técnica é a mais rara, mas também a que produz fermentados de alto padrão.

Geralmente, são rosés concentrados em cor e estrutura, como os do Chinon, sub-região do Vale do Loire, na França, que costumam ser mais escuros do que os da Provence, por exemplo.

A sangria dá ao vinho uma cor mais escura. Isso permite ao enólogo ter maior controle sobre a cor que deseja dar ao seu vinho.

Este último dependerá do tempo de maceração.

Variedade de uva e coloração dos vinhos rosés

Outros fatores atuam na coloração dos vinhos. Também é necessário levar em consideração a variedade da uva, bem como seu grau de maturação.

A Grenache, por exemplo, tende a dar um tom lilás, enquanto a Gamay tem uma cor mais cereja.

A Pinot Noir e a Merlot podem gerar vinhos varietais mais leves e claros, com cores que lembram pétalas de rosa e casca de cebola.

Já a Sangiovese, Malbec e Syrah podem originar vinhos varietais mais escuros, lembrando cores de cereja e morango, além de serem mais encorpados.

O envelhecimento da “cuvée” também deve ser considerado. Como os vinhos brancos velhos, os rosés velhos tendem a escurecer para atingir tons de laranja.

Por último, parece que quanto mais para o sul, mais os vinhos rosés tendem para uma cor escura, e isto a nível internacional. Existem, no entanto, muitas exceções.

Assim, os viticultores provençais empalidecem deliberadamente os seus rosés há várias décadas para que sejam mais fáceis de reconhecer.

Variações desse estilo de vinho

variações desse estilo de vinho

A paleta de cores dos rosés

A paleta de cores dos rosés é muito ampla: estima-se que haveriam mais de 140 tons diferentes.

Além das cores relacionadas às frutas (cereja, framboesa, lichia, laranja, damasco), árvores (prunus), flores (peônia) e animais (salmão), há nomes bastante originais como casca de cebola ou até olho de perdiz.

Pêssego rosé, blush, salmão claro, salmão profundo, areia, lichia, pomelo, framboesa, manga, coral, groselha, pétala de rosa, cereja, granada…qualquer seja a cor do vinho rosé, sua alma fica cantando em qualquer garrafa.

vinho
Portugal
Região: Dao
2018 / 750 ml / ROSE
Lagares De Penalva Rose 2018
R$ 65,55
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Languedoc
2018 / 750 ml / Rosé
La Chasse Syrah Rose 2018
R$ 105,40
MAIS DETALHES
vinho
Itália
Região: Delle Venezie
2018 / 750 ml / Rosé
Ca’ Lunghetta Pinot Grigio Rosato 2018
R$ 67,50
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Languedoc
2018 / 750 ml / ROSE
Vinho Rose Seaside Cellars Grenache
R$ 82,65
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Vallee de La Loire
2018 / 750 ml / ROSE
Vinho Rose La Coulee Rose D Anjou 2018
R$ 90,00
MAIS DETALHES
vinho
Turquia
Região: Aegean
2019 / 750 ml / Rosé
Vinho Rosé Villa Doluca Klasik 2019
R$ 87,55
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
2019 / 750 ml / ROSE
Vinho Rosé Vinha Do Bispado Rosé 2019
R$ 137,00
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Vallee de La Loire
2018 / 750 ml / ROSE
Vinho Rose Alain De La Treille Le Rose 2018
R$ 95,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Minho
2018 / 750 ml / ROSE
Vinho Rosé Verde Galodoro D.O.C. Vinho Verde
R$ 72,00
MAIS DETALHES
vinho
Chile
Região: Valle del Maule
2020 / 750 ml / ROSE
Vinho Rose Aves Del Sur Merlot 2020
R$ 62,00
MAIS DETALHES