/Por Sergio Crusco

O vinho foi um dos melhores companheiros durante os meses de quarentena e você se animou. Aproveitou ofertas, investiu em rótulos especiais, encantou-se com castas diferentes, vinhos de regiões e países que até então não havia explorado. O recolhimento também fez crescer o número de garrafas espalhadas pela casa: na geladeira, nos armários, nas gavetas, nos nichos, em caixas acomodadas nos cantos. Seria a hora de investir em uma adega climatizada?

É bem provável que sim. Mas escolher uma pode não ser tão simples quanto encomendar o Nero D’Avola que apareceu em um post do Instagram. “Muita gente escolhe a primeira adega num momento de impulso, o que não é nada recomendável, pois há vários detalhes a ser analisados antes da compra”, diz a sommelière Eliana Araújo, autora do e-book Minha Primeira Adega. Que erros evitar e que cuidados tomar? Eliana nos ajuda a considerar vários pontos fundamentais antes de decidir o que pode mudar sua relação com o vinho.

Hábitos de consumo

Quantas garrafas eu consumo por mês? São vinhos jovens para o dia a dia? São rótulos que vamos abrir em ocasiões especiais? Ou vinhos de guarda próprios para a evolução em garrafa, que você pretende abrir daqui a seis, dez anos (ou mais)? Essas são algumas das primeiras perguntas a fazer antes de investigar os modelos disponíveis.

Para vinhos jovens

As adegas com placas termoelétricas funcionam para vinhos jovens, são mais baratas e consomem menos energia. “Uma com capacidade para seis ou oito garrafas atende quem abre de dois a quatro vinhos por semana e faz compras quinzenais”, diz Eliana.

A desvantagem é que ela troca temperatura com o exterior, pois foi pensada para lugares de clima temperado, o que não é o caso da maioria das cidades brasileiras. “Se a adega está programada para guardar os vinhos a 18 graus, num dia de mais de 30 graus a temperatura interna pode chegar a 20 graus, dependendo de onde estiver instalada.”

Para vinhos de guarda

Quem espera beber um Châteauneuf-du-Pape e outros vinhos valiosos no auge da evolução merece investir em adegas com compressor, que mantêm a temperatura estável e garantem isolamento térmico. O tamanho do acessório, claro, depende da quantidade de garrafas.

Como desvantagem, o consumo de energia é mais alto. Também é essencial escolher marcas com boa cobertura de assistência técnica. “Reparos, se necessários, precisam ser rápidos, para não comprometer os vinhos que pedem descanso controlado”, diz Eliana.

Local de instalação

Na cozinha, jamais, especialmente se o modelo for termoelétrico – “é o lugar da casa onde as oscilações de temperatura são maiores e mais frequentes”. Evite paredes com incidência solar, mesmo que indireta. Mantenha as garrafas longe da luz e de aparelhos de som ou televisores (a vibração não faz bem aos vinhos, especialmente os de guarda).

Melhor dos mundos

Com espaço e verba para o projeto, Eliana sugere investir em modelos de até 100 garrafas, que vão abrigar os vinhos que você espera evoluir e os que comprou para o dia a dia. Alguns modelos têm compartimentos com diferentes temperaturas para manter espumantes, brancos e rosés gelados, enquanto os tintos ficam prontos para o serviço, entre 15 e 18 graus.

Garrafas de fora

Se a adega escolhida não for capaz de armazenar todos os vinhos, dê preferência àqueles com capacidade de guarda. Os desabrigados, já sabe, devem estar sempre na horizontal, longe da luz, do calor, das vibrações – pode guardá-los em armários, nichos ou gavetas. Também não podem estar próximos de perfumes, cosméticos e produtos de limpeza.

Personalização total

Antes de tomar qualquer decisão, conte com a consultoria de um sommelier e contrate mão de obra especializada. “Já vi grandes e belas adegas com erros estruturais cometidos por arquitetos. E também adegas pequenas e muito funcionais montadas no vão debaixo da escada”, diz Eliana.

O controle da umidade é primordial: se alta demais, facilita a proliferação de fungos; se muito baixa, pode ressecar as rolhas. Pense em lugares para acomodar taças, decanters e gavetas para abridores e acessórios, além de nichos para garrafas magnum. “Lembre-se de que o vinho é uma bebida viva, que nasce, evolui e morre. Tratá-lo de forma amável garante que nos proporcione os melhores momentos.”

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