/Por Ana Beatriz Miranda

Uma degustação profissional de vinhos não tem o glamour que muita gente pensa. Embora seja uma tarefa interessantíssima, degustar a bebida profissionalmente requer habilidades especiais, atenção plena e sentidos apurados. São muitas e muitas taças a serem avaliadas de uma vez. Os avaliadores não engolem o vinho, apenas passam o líquido por toda a mucosa bucal e depois o cospe. Contudo, você não precisa ser um profissional para fazer uma degustação de vinhos em casa. À medida em que for se aprofundando no assunto, é legal fazer suas próprias análises, tendo suas próprias percepções de aromas e sabores.

Há dois tipos principais de degustações: a vertical e a horizontal. Na degustação vertical, um mesmo vinho, de safras distintas, é analisado. Na degustação horizontal, exemplares de mesmo estilo, região e safra, mas diferentes vinícolas, são avaliados. As etapas da degustação são análise visual, análise olfativa e análise gustativa.

Você pode fazer degustações verticais, horizontais ou apenas degustar vinhos aleatórios. Se quiser fazer algo mais elaborado, pode fazer às cegas, em que apenas uma pessoa do encontro saberá quais são os vinhos. Ou pode apenas se divertir com os amigos comparando as percepções de cada um.  

8 curiosidades sobre vinhos

Antes de fazer uma degustação, é importante pensar no ambiente adequado. A iluminação deve ser considerada, além das temperaturas de serviço ideais para cada rótulo. A taça deve ser de vidro ou de cristal. Pode-se usar a taça ISO, própria para avaliações e boa para todos os tipos de vinhos, ou qualquer taça que tiver em casa, desde que seja de qualidade.

É interessante que todas as pessoas usem taças iguais. Avise aos participantes para evitar o uso de perfumes porque o cheiro pode atrapalhar a análise olfativa. Para comer, apenas pedaços de pão e biscoito água e sal, caso alguém precise “limpar” o paladar entre um vinho e outro.

Etapas da degustação de vinhos

Análise visual

A degustação começa pelos olhos. A análise visual já diz muito sobre um vinho. A taça deve ser servida até 1/4 do volume. Erga a taça pela haste e observe se o líquido está mais para límpido ou turvo. Se estiver límpido e brilhante, quer dizer que foi filtrado e provavelmente clarificado. Se não, se houver sedimentos, o vinho não deve ter sido filtrado. Dependendo da cor, os sedimentos também podem indicar que o vinho é mais envelhecido.

A intensidade da cor é boa para indicar se o vinho é de clima frio ou quente. Se você conseguir enxergar seu dedo por trás da taça, é provável que o vinho seja de lugares frios ou feito com uvas menos intensas em coloração, como a Pinot Noir e a Gamay. Se a cor estiver muito forte, o exemplar veio de regiões quentes ou foi feito com uvas muito pigmentadas, como Tannat e Cabernet Sauvignon.

Análise olfativa

Agora é a hora de sentir os aromas do vinho. O olfato é nosso sentido mais primitivo e o que mais acessa memórias. Concentre-se, sinta os aromas da bebida primeiramente sem girar a taça. Repare na primeira impressão que vem à mente. Ela é sempre a mais genuína. Em seguida, comece a girar a taça cuidadosamente. Com o giro, o líquido é oxigenado e os aromas se abrem. Aproxime novamente o nariz da taça e sinta a abertura de novos aromas.

Quanto mais tempo em contato com o ar, mais os aromas vão sendo liberados. Eles são divididos em aromas primários, — os frutados e florais, aromas secundários — os decorrentes do contato com a madeira e os aromas terciários — que vêm do envelhecimento longo e são chamados de bouquet, com nuances de flores e frutas secas, mel, balsâmico, cacau, tabaco, cogumelos, animais e verniz.  

Análise gustativa

Hora de finalmente colocar o vinho na boca. Antes de engolir, deixe o líquido passear por toda a mucosa bucal, superfície da língua, gengivas e interior das bochechas. Aspire um pouco de ar com o vinho na boca. Isso libera mais moléculas. Repare na estrutura que a bebida apresenta na boca, sua textura, se é mais leve ou mais densa.

A ponta da língua sente se o líquido é mais doce ou mais seco. As laterais notam a acidez, sentida por leves agulhadinhas. Na parte de trás, é possível sentir os taninos e o álcool, que trazem uma rugosidade. A harmonia entre dulçor, acidez, taninos e álcool é que faz um vinho ser equilibrado.

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