/Por Cristina Bielecki

Uma confraria reúne pessoas com o mesmo objetivo e, no caso de vinhos, com o mesmo gosto em comum. Mas o que dizer de uma confraria com nada menos do que 2.384 confrades espalhados por 67 países?

É a admiração e a paixão pelo vinho do Porto, um símbolo de Portugal, que honram toda a tradição e a cultura na arte de elaborar essa bebida respeitada no planeta inteiro.

E não poderia ter sido melhor a escolha pelo patrono do que o infante dom Henrique, terceiro filho de dom João I, nascido no Porto. Também conhecido como O Navegador, foi um dos principais responsáveis pelo início dos descobrimentos, o desbravador das grandes viagens marítimas, uma analogia com o espírito universal do vinho do Porto se espalhando pela Terra.

A história do vinho vem desde o século 17, mas o movimento para a formação da Confraria começou em 1945, estendendo-se até 1964, quando as condições permitiram sua idealização para reunir os comerciantes de vinho do Porto. Foi somente em 1982 que ela foi criada oficialmente e instalada no Palácio da Bolsa, na cidade do Porto, em Portugal, com a intenção de “difundir, promover e consolidar o nome do vinho do Porto em todo o mundo”, segundo a entidade.

Os confrades

Com cargos semelhantes aos exercidos na Idade Média, a organização da Confraria é de acordo com a função de cada membro. A chancelaria é composta do chanceler (a figura de máxima representatividade), almoxarife, copeiro-mor, almotacée fiel das usanças (o mestre de cerimônias).

No fim de um mandato de três anos, são eleitos os cinco membros da chancelaria, que, entre eles, definem as responsabilidades de cada um e escolhem entre si o chanceler, cujo cargo atualmente é exercido por George Thomas David Sandeman (triênio de 2019-2021).

Quando os confrades se reúnem oficialmente, acontece um capítulo, no qual são tomadas decisões importantes, como a admissão de novos confrades, efetivos ou honorários, com os graus de cancelário, infanção e cavaleiro, para a entronização.

Os cancelários são chefes de Estado e representantes das casas reais. Atualmente são 43, entre eles o rei da Espanha, o rei da Bélgica, o grão-duque de Luxemburgo, o príncipe e a princesa de Mônaco e o presidente Fernando Henrique Cardoso, entronizado em 1998.

Os infanções são as instituições, como o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, a Câmara Municipal do Porto e a Associação das Empresas de Vinho do Porto. Aqui no Brasil destacam-se a Associação Brasileira dos Amigos do Vinho (Sbav) e a Associação Brasileira de Sommeliers – SP (ABS-SP).

Já foram entronizados 125 confrades honorários do Brasil, entre eles Jaime Lerner, Jô Soares, Fafá de Belém, Ed Motta, Ruy Ohtake, os chefs de cozinha Roberta Sudbrak e Laurent Suaudeau, entre muitas outras personalidades e jornalistas especializados.

A cerimônia de entronização

A todos os confrades é entregue um diploma durante a cerimônia anual, que coincide com a festa de são João, no dia 24 de junho, e as festividades das cidades do Porto e de Vila Nova de Gaia. Nos últimos anos, foram realizadas no Palácio da Bolsa, com vista para a Praça do Infante Dom Henrique, padroeiro da Confraria. Após a cerimônia, é a vez do jantar e baile de gala, que nos últimos anos foram no edifício da Alfândega do Porto.

Fora de Portugal, a Confraria também fez a festividade em países como Brasil, Japão, Canadá, China, Estados Unidos e Europa. O figurino da época de dom Henrique inspirou o traje de cerimônia dos confrades: chapéu preto de abas largas, com uma fita caindo sobre os ombros, que varia de cor conforme as funções, uma grande capa grená, o distintivo com o emblema da Confraria e a fita verde no pescoço.

A Regata dos Barcos Rabelo

No mesmo dia 24 de junho também acontece a Regata dos Barcos Rabelo, que faz parte do calendário de festas da cidade do Porto. Estabelecida pelos mestres fundadores da Confraria, em 1983, é única no mundo. O rabelo é um barco de rio de montanha, com fundo chato, e seu leme é uma peça comprida em formato de remo.

Essa embarcação típica do Rio Douro tradicionalmente transportava as pipas de madeira com o vinho daquela região até Vila Nova de Gaia e o Porto, onde era armazenado e comercializado para outros países. A corrida inicia-se na foz do Rio Douro e vai até a Ponte Dom Luís I, um cenário de velas infladas com o nome dos conhecidos produtores e das caves da região.

O Vintage da Confraria

A Proclamação do Vintage é um dos momentos especiais da Confraria. Essa cerimônia só acontece nos anos em que se verifica um grande número de declarações de Vintage por parte dos produtores de vinho do Porto. O Porto Vintage da Confraria é feito por decisão da chancelaria, sendo que sua elaboração é de exclusiva responsabilidade do copeiro-mor. Em ocasiões raras e especiais, a chancelaria pode decidir oferecer esse Vintage para venda aos confrades. O número de garrafas não é normalmente divulgado – e, como não são vendidas, seu valor é inestimável.

vinho
Região:
180ml / TACA
Taças de Vinho do Porto - 2 Taças
R$ 70,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
750 ml / VINHOS
Vinho do Porto - Quinta do Portal Porto Alegre Ruby
R$ 101,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
750 ml / Tinto
Vinho Do Porto Quinta Da Pacheca Porto Tawny 10 Anos Old
R$ 459,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
2016 / 750 ml / TINTO
Vinho Do Porto Quinta Do Portal Fine Ruby
R$ 159,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
750 ml / BRANCO
Vinho Do Porto Quinta Do Portal Fine White
R$ 159,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
2016 / 750 ml / TINTO
Vinho Do Porto Quinta Do Portal Porto Alegre Tawny
R$ 109,00
MAIS DETALHES
vinho
Portugal
Região: Douro
750 ml / TINTO
Vinho Do Porto Quinta Da Pacheca Tawny
R$ 168,00
MAIS DETALHES