/Por Tânia Nogueira

Enófilos costumam ser geeks. Gostam de saber detalhes da produção,
ouvir sobre solo e clima, visitar instalações industriais com tanques de inox e salas de barricas

Para pessoas assim, uma viagem pode, sim, se resumir a várias visitas a vinícolas, bons almoços e jantares harmonizados. Nem todo mundo que bebe vinho, no entanto, é tão aficionado: visita duas vinícolas, depois quer beber, comer e logo fazer outro tipo de programa.

Por isso, lugares dedicados ao enoturismo precisam inovar constantemente. É o que está acontecendo na Serra Gaúcha, a região produtora de vinhos mais tradicional do Brasil. Vinícolas não faltam, mas a área hoje tem uma série de bares, restaurantes e outras atrações para aqueles que levam a relação com a bebida menos a sério.

Wine bar com vista

No antigo casarão de madeira, na entrada da vinícola Luiz Argenta, em Flores da Cunha, fica o Clô Wine Bar. O prédio, de 1929, é inteiro charmoso, mas a vista do deque é imbatível. De lá, com uma taça de espumante na mão, dá para passar horas admirando os vinhedos e a arquitetura do edifício onde são produzidos os vinhos.

O bar é um destino em si, mas pode ser ponto de parada antes e depois da visita à vinícola. Os vários programas valem a pena, especialmente a cave experience (170 reais por pessoa), uma degustação às cegas guiada pelo enólogo na linda sala das barricas.

Aventura e espumante

Entre comilanças e bebelanças, um pouco de exercício cai bem. Além de premiada pelos espumantes, a Vinícola Geisse, em Pinto Bandeira, fica numa propriedade com bosques e cachoeiras. Lá, eles oferecem trekking guiado (90 reais por pessoa) e passeio de 4X4 entre vinhas e trilhas (100 reais por pessoa).

Ambos duram uma hora e meia e têm paradas para degustação. Não deixe de passar pelo Open Lounge Geisse, área onde dá para provar as conceituadas borbulhas da casa e comer as deliciosas miniempanadas (a partir de 40 reais, porção com seis unidades).

Gastronomia inventiva

As regiões vinícolas que atraem mais turistas, como Napa Valley, nos Estados Unidos, costumam atrair também restaurantes e chefs talentosos. Esse grau de sofisticação já aparece na Serra Gaúcha. O restaurante Valle Rústico, em Garibaldi, numa propriedade rural no Vale dos Vinhedos, é exemplo disso.

O chef Rodrigo Bellora trabalha com menu degustação (180 reais por pessoa, sem vinho), usando ingredientes locais e da estação. Faz coisas incríveis com PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), como o tupinambo, tubérculo selvagem, com gosto parecido com o da alcachofra, que entra no molho de tomate fermentado que acompanha o nhoque de pinhão.

Crianças bem-vindas

Entre os passeios que agradam pais e filhos, um dos preferidos é o Parque Temático do Vinho Dal Pizzol. E pode levar até animal de estimação! Com árvores, gramado extenso, lago e playground, o local é ideal para sentar e beber os vinhos comprados na loja da vinícola. Nos fins de semana, um restaurante serve comida local muito bem-feita (95 reais por adulto).

Embora a produção e a maior parte dos vinhedos não fiquem no complexo,
há um museu com garrafas e peças antigas, uma adega com safras desde
o início da vinícola, nos anos 1970 (algumas ainda à venda), e um vinhedo para estudos com mais de 400 castas de uvas. E não precisa nem ser geek para se divertir com a descoberta dos aromas na degustação às cegas
(140 reais por pessoa).

Nada típico

A cozinha tradicional da Serra Gaúcha vem dos colonos italianos, do fim do século 19: galeto na brasa, salada de almeirão, polenta, sopa de capeletti etc. Pratos fartos e servidos em boa parte das cantinas. Se a visita à região durar mais do que quatro dias, no entanto, pode dar vontade de variar.

Duas boas ideias são o restaurante japonês Satoru Cozinha Internacional e o asiático Chang Thai e Nikkei. Nesse último, o chef Leandro Scotta prepara receitas tailandesas, indonésias, japonesas e nikkei (fusão entre Japão e Peru). Vale provar o indonésio nasi goreng (89 reais), camarão empanado com arroz salteado, servido no abacaxi e acompanhado de um brasileiríssimo vinho branco de peverella.

Tudo (ou quase) num único site

Na era digital, fazer reservas e comprar passeios ficou bem mais fácil. Quando o destino é a Serra Gaúcha, o site é o Wine Locals. Com curadoria de profissionais antenados, reúne opções como Bike Tour Experience (325 reais, duas pessoas), na vinícola Casa Perini; a harmonização de charcutaria regional na Vinícola Pizzato (a partir de 164,90 reais, por seis taças com seis embutidos); ou o piquenique no Wine Garden Miolo (269,90 reais para duas pessoas, incluindo uma garrafa de Miolo Seleção Rosé e caixa com pães, queijos, frios, geleias e frutas secas).

Dá até para fazer reservas em hotéis. No moderno e estiloso Dall’Onder Ski Garibaldi Hotel, por exemplo, a diária para casal sai a partir de 272 reais.

vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces Do Brasil Brut
R$ 54,00
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Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces Do Brasil Brut Rose
R$ 54,00
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Região: Serra do Sudeste
750 ml / Espumante
Lidio Carraro Dadivas Blanc De Blanc Brut
R$ 93,00
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Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Pinot Noir Brut Rose
R$ 57,00
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Brasil
Região: Serra da Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Vinho Espumante Garibaldi Prosecco Ice Demi-Sec
R$ 57,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Vinho Espumante Garibaldi Moscatel Rose
R$ 57,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaúcha
2004 / 750 ml / Tinto
Vinho Tinto Velho Do Museu Cabernet & Merlot 2004
R$ 255,00
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
2018 / 750 ml / TINTO
Vinho Tinto Vinhedo Pedras Altas Pinot Noir 2018
R$ 111,00
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vinho
Brasil
Região: Campanha Gaúcha
2017 / 750 ml / TINTO
Vinho Tinto Casa Venturini Tannat Reserva 2017
R$ 89,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
2020 / 750 ml / Rosé
Vinho Rose Fausto Merlot 2020
R$ 70,00
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