/Por Cristina Bielecki

Santa Catarina está no imaginário brasileiro em dois cenários: de um lado estão as praias paradisíacas; do outro, as serras com temperatura negativa e neve. Agora, podemos incluir o vinho no circuito. Com uma produção relativamente nova – por volta dos anos 2000 –, produtores e enólogos comemoram a conquista da Indicação de Procedência (IP) dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.

“A IP é importante para a consolidação de padrões. É um marco inicial para evoluir e ver quais as castas que se desenvolvem melhor. A partir daí, cada microrregião tenta conseguir a própria denominação de origem”, explica Rodrigo Colognese, técnico em viticultura e sommelier da Vinícola Pericó.

Lá do alto

Os vinhos de altitude nascem nas regiões mais altas de Santa Catarina, com vinhedos cultivados a mais de 900 metros acima do nível do mar. No período de maturação das uvas, o microclima dessas regiões alterna dias quentes e ensolarados com noites frias – criando uma amplitude térmica importante para uma boa formação de aromas, cor, taninos e açúcares nas uvas.

O frio da região também é favorável para vinhos com potencial de envelhecimento. “É instigante observar a evolução dos terroirs de altitude de Santa Catarina. Inicialmente focado nas uvas tradicionais francesas, o cultivo foi encontrando outras cepas, como as italianas montepulciano e ribolla gialla, que se adaptaram ao clima local. Isso acrescenta uma saudável diversidade aos vinhos brasileiros”, diz Sílvia Mascella Rosa, sommelière e professora da Academia Vitis.

Uma das vinícolas pioneiras na região, a Pericó está localizada no Planalto Catarinense, numa altitude média de 1.300 metros. O projeto foi iniciado em 2002 com a preparação do solo e, em 2004, foram implementados os primeiros 14 hectares de vinhedos – de um total de 20 hectares em funcionamento –, com um projeto voltado para vinhos europeus, mais precisamente vinhos franceses, utilizando as tintas cabernet sauvignon, merlot e pinot noir, além das brancas chardonnay e sauvignon blanc.

“O solo de formação vulcânica confere salinidade pronunciada, que nos brancos se expressa em frescor e nos tintos, em estrutura. Então, eles conseguem suportar mais tempo em garrafa”, explica Rodrigo Colognese.

Na mesma direção

Outro projeto pioneiro é a Villaggio Grando, fundada em 1998 pelo patriarca da família, Maurício Carlos Grando. Madeireiro, ele exportava para o mercado francês até que um dos clientes dele veio visitar a fábrica e foi levado para conhecer a fazenda.

Esse cliente era conhecedor de vinhos, já que a família produzia Armagnac havia 200 anos, e constatou que estava pisando em um terroir promissor.

“Recebendo essa notícia, meu pai firmou parcerias de estudos com algumas instituições e chegamos a ter mais de 100 variedades de uvas cultivadas. Ainda mantemos parcerias com institutos do Brasil, da França e da Itália, fazendo pesquisas contínuas em vinhedos – utilizamos cerca de 20 variedades em uso comercial, mas ainda pesquisamos cerca de 50 espécies”, explica Guilherme Grando, filho e sucessor no negócio.

Ainda na década de 1990, a ousadia do empresário Dilor Freitas fez nascer a Villa Francioni, em São Joaquim. A 1.260 metros de altitude, o projeto da vinícola tem tecnologia aplicada num fluxo gravitacional, com construção de desníveis para evitar transferências mecânicas. O fundador faleceu em 2004, um ano antes do lançamento dos primeiros rótulos. Desde 2008, Daniela Borges de Freitas é a presidente da vinícola iniciada pelo pai, que hoje fabrica cerca de 120 mil garrafas.

Homenagens à altura

A história da Vinícola Thera começa mais de duas décadas antes de sua criação, quando João Paulo – filho de Dilor Freitas, idealizador da Villa Francioni – e Linda Freitas deram os primeiros passos nesse universo. Em 2013, surgiu a oportunidade de João Paulo assumir a propriedade da família em Bom Retiro, onde já havia vinhedos plantados.

O nome da vinícola é uma homenagem a Therezinha Borges de Freitas, mãe de João Paulo, chamada de Thera pelo marido. A propriedade conta com parque de artes, trilhas temáticas, pousada, hotel e restaurantes – um conjunto de experiências.

Em paralelo, a vinícola Suzin foi inaugurada em 1999, quando a família adquiriu a Fazenda Alecrim e, em 24 de setembro de 2001, aconteceu o plantio da primeira muda de videira.

De lá para cá, são elaborados 17 rótulos – dos quais dois merecem destaque: o Zelindo, feito somente em safras excepcionais, com passagem de 24 meses em carvalho e com potencial de guarda de mais de 15 anos; e o Dona Arlene, espumante de pinot noir pelo método tradicional, com maturação em caves por no mínimo 36 meses. Como homenagem, ambos levam o nome dos progenitores da família Suzin. 

vinho
Brasil
Região: Serra da Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Vinho Espumante Garibaldi Prosecco Ice Demi-Sec
R$ 57,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaúcha
2004 / 750 ml / Tinto
Vinho Tinto Velho Do Museu Cabernet & Merlot 2004
R$ 255,00
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
2018 / 750 ml / TINTO
Vinho Tinto Vinhedo Pedras Altas Pinot Noir 2018
R$ 111,00
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vinho
Brasil
Região: Campanha Gaúcha
2017 / 750 ml / TINTO
Vinho Tinto Casa Venturini Tannat Reserva 2017
R$ 89,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
2020 / 750 ml / Rosé
Vinho Rose Fausto Merlot 2020
R$ 76,95
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces Do Brasil Brut
R$ 48,60
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces Do Brasil Brut Rose
R$ 51,30
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Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / Espumante
Lidio Carraro Dadivas Blanc De Blanc Brut
R$ 79,05
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Pinot Noir Brut Rose
R$ 57,00
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Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Vinho Espumante Garibaldi Moscatel Rose
R$ 57,00
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