/Por Ana Beatriz Miranda

Entre tantos termos peculiares do mundo do vinho, denominação de origem é um dos primeiros que os enófilos aprendem. Afinal, muitos vinhos que degustamos vêm com estas especificações em seus rótulos: DO, DOC, AOC, DOCG, DOCa e IGT. Mas o que isso significa exatamente?

A denominação de origem indica a procedência do vinho. É uma garantia para o consumidor, uma prova de que a bebida é realmente elaborada onde o produtor diz que é, feita a partir de regras regulamentadas. Mais do que isso, a denominação de origem é uma certificação de que o vinho apresenta as características de um terroir.

As práticas de viticultura são controladas, incluindo uvas permitidas, densidade dos vinhedos, teor alcoólico do vinho, tempo de amadurecimento das uvas e técnicas de produção. Não há uma organização única que rege as denominações de origem. Cada país ou região produtora possui suas próprias leis.    

As primeiras denominações de origem surgiram no século 18, primeiro em Portugal, no Douro, e depois na Hungria. O objetivo era garantir que o português vinho do Porto e o húngaro Tokaji não fossem falsificados e tivessem suas tipicidades mantidas.

Porém, as outras certificações só foram criadas a nível mundial a partir de 1935, quando a França criou o Institut National des Appellations d’Origine (INAO), um órgão de controle. A partir daí, várias regiões francesas criaram suas próprias denominações. E a maioria dos países do Velho Mundo seguiram o mesmo caminho.

Denominação de origem: conheça as principais

Portugal

DOC – Denominação de Origem Controlada

Essa DOC é de vinhos portugueses e tem ligação geográfica com uma região delimitada. Cada uma possui regras específicas de elaboração, uvas permitidas e afins. Atualmente são 31 regiões DOC em Portugal.

Espanha

DO – Denominación de Origen

Na Espanha, é o Ministério da Agricultura que regulamenta as denominações. DO é usada para áreas delimitadas e possui uma série de regras de cultivo e variedades que podem ser usadas.

DOCa – Denominación de Origen Calificada

Também uma denominação espanhola. A DOCa certifica vinhos com uma maior rigidez de produção, com vinhedos de baixo rendimento, uvas estritamente selecionadas, engarrafamento feito pelo produtos e um alto padrão de qualidade nos últimos 10 anos.

Itália

DOC – Denominazione di Origine Controllata

Na Itália, para ser DOC o vinho precisa seguir uma gama de recomendações desde o cultivo até a comercialização. A vinícola deve respeitar as características naturais do ambiente.

DOCG – Denominazione di Origine Controllata e Garantita

A Itália é o país com maior número de denominações de origem. Um vinho DOCG deve já ter DOC reconhecida há pelo menos 10 anos. São rótulos prestigiosos, renomados pela qualidade, como o Barolo.

IGT – Indicazione Geografica Tipica

É a certificação italiana mais simples que indica que o vinho vem de uma área ampla, mas que segue os requisitos estabelecidos por lei.

França

AOC – Appellation d’Origine Contrôlée

AOC é a denominação francesa que confirma que o vinho vem de uma dada região, um vinhedo específico e que foi elaborado seguindo as regras de produção. É a especificação mais alta, cujo controle é rígido.

Aproveite os vinhos exclusivos da Sociedade da Mesa

vinho
Itália
Região: Piemonte
2016 / 750 ml / Branco
Vinho Branco Tenuta Santa Seraffa 2016
R$ 157,25
MAIS DETALHES
vinho
Itália
Região: Piemonte
2015 / 750 ml / Tinto
Crocera 2015 Dasti Supreme - Tinto
R$ 224,00
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Vale do Rhone
2014 / 750 ml / Tinto
Le Torrent Du Trignon 2014
R$ 202,00
MAIS DETALHES
vinho
Africa-sdm-pais-do-sdm-pais-sul
Região: Northern Cape
2015 / 750 ml / Tinto
Vinho Tinto Anesu Shiraz 2015
R$ 79,00
MAIS DETALHES
vinho
Itália
Região: Veneto
750 ml / Espumante
Espumante Palladiano Durello 750 Ml
R$ 67,00
MAIS DETALHES
vinho
França
Região: Languedoc
2017 / 750 ml / BRANCO
Domaine Pujol Izard Les Capitelles Blanc 2017
R$ 108,00
MAIS DETALHES
vinho
Australia
Região: South Eastern Australia
2016 / 750 ml / Tinto
Vinho Tinto The Wishbone 2016
R$ 172,00
MAIS DETALHES