/Por Ana Beatriz Miranda

A pimenta é o segundo condimento mais usado na gastronomia, ficando atrás apenas do sal. E harmonizá-la com vinho não é uma tarefa fácil, certamente, mas é possível e capaz de surpreender até os paladares mais céticos. Vinho e pimenta combinam, sim.

A máxima continua sendo a de sopesar a estrutura da receita com o vinho. Não é apenas a pimenta que deve ser levada em consideração. Todos os ingredientes devem ser analisados. A pimenta age em nossa boca causando uma sensação de ardência, anestesiando o paladar.

O vinho para acompanhar um prato apimentado, de forma geral, deve ter acidez marcante, pouco teor alcoólico e pouco tanino. Isso porque o álcool acentua a picância e a acidez a alivia. Já os taninos, quando encontram sabores apimentados, tendem a causar um amargor nada agradável.  

Sendo assim, brancos, rosés e espumantes costumam ser as melhores escolhas. Contudo, dependendo da receita, tintos leves, pouco tânicos e com a acidez lá em cima, podem combinar. Quanto à quantidade de açúcar residual, vinhos meio secos também são boas opções porque o leve dulçor suaviza a ardência.

Vinhos verdes, brancos e rosés, brancos de Riesling, Torrontés ou Gewürztraminer, espumantes brut — para receitas pouco picantes e demi-sec — para as mais picantes, tintos de Pinot Noir ou Gamay são boas dicas de harmonização. Vale lembrar a importância de conhecer a receita e os ingredientes que a compõem para uma maior assertividade na combinação entre vinho e pimenta.

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vinho
Itália
Região: Piemonte
2016 / 750 ml / Branco
Tenuta Santa Seraffa 2016 Branco
R$ 184,71
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