/Por Ana Beatriz Miranda

Vinho e comida são pares perfeitos. Mas você já deve ter notado que tem vinho que fica ainda melhor harmonizado, certo? É a virtude do vinho gastronômico, que revela seu potencial junto com um prato.

Uma harmonização ideal nem sempre é fácil de fazer. Há aquelas combinações testadas e comprovadas que não tem erro, é claro. Entretanto, existe uma infinidade de possibilidades a serem exploradas. É muito divertido ir além das convenções e combinar sabores. E o vinho gastronômico é um aliado na busca de boas harmonizações.

Por que vinho gastronômico?

Não é uma categoria. Muitos rótulos podem ter essa característica, mas todo vinho é passível de ser apreciado harmonizado. Não existe vinho não gastronômico.

O que se chama de gastronômico é um exemplar que tem bom potencial de taninos, no caso dos tintos, conferindo certa aspereza ao paladar, e também boa acidez, secos e não muito alcoólicos. Com o destaque tânico ou ácido, ao ser bebido sozinho esse vinho pode não agradar tanto. Entretanto, faz uma festa em boca quando harmonizado.

O vinho gastronômico tem de pouco a médio corpo. Receitas leves demais ou muito robustas não vão bem ele. Por outro lado, o espectro de harmonização com esse exemplar é bastante amplo. Pouco amadurecimento em madeira também é bem-vindo.

O conceito é subjetivo e você pode achar um vinho gastronômico que não tenha um toque a mais nem de taninos e nem de acidez. Os vinhos italianos, por exemplo, podem ser equilibrados e gastronômicos ao mesmo tempo. Quem provou um Chianti ou um Barbaresco harmonizado e sentiu a explosão dos sentidos sabe disso. Não se trata do vinho que só fica bom com comida. Mas do que fica ainda mais interessante.