/Por Ana Beatriz Miranda

Quando falamos em vinhos nacionais, a Serra Gaúcha é sempre a primeira região produtora a ser lembrada. Mas o vinho brasileiro vai muito além do Sul. O Vale do São Francisco, no coração da Caatinga, tem ganhado cada vez mais destaque no cenário mundial.

Com vinhos dos mais diversos tipos, inclusive muitos premiados internacionalmente, os rótulos do Vale São Francisco, chamados de tropicais, despertam curiosidade e até um pouco de incredulidade. Porque a paisagem não é nada parecida com as áreas viníferas tradicionais.

O Vale é perto da linha do Equador, enquanto as principais regiões vinícolas do mundo ficam além dos Trópicos de Câncer e Capricórnio. Os vinhedos têm coqueiros e mandacarus como companhias. O clima é distinto. E o solo também.

Então como a produção de vinho deu certo por lá? Por causa do imponente Rio São Francisco. Ele margeia toda a região e irriga as vinhas o ano todo, com tecnologia de ponta. É assim que temos em um mesmo lugar imagens paradoxais: a árida da Caatinga e esverdeado das videiras irrigadas. A irrigação garante produtividade e mais de uma colheita por ano, sem interferir na saúde das vinhas.

Localização e história do vinho do Vale do São Francisco

O Vale fica localizado entre Pernambuco e Bahia, com solos argilosos e arenosos pobres, mas ricos em minerais e clima semiárido. Nos anos 60, as primeiras videiras foram plantadas e nos anos 80 surgiram os primeiros investimentos vinícolas. Em 2003, o Instituto do Vinho do Vale do São Francisco foi criado, a fim de fortalecer a viticultura local.

Em 2014 começou o projeto para tornar a região uma Indicação de Procedência, o que está prestes a ser feito. O Vale do São Francisco será a primeira IP do mundo para vinhos tropicais, os que são feitos em baixas latitudes, mais próximos da linha do Equador.  

Mais benefícios à saúde

Os vinhos tropicais do Vale têm maior quantidade de compostos benéficos à saúde, como o resveratrol, antocianinas, flavonóides e procianidinas. As razões são as altas temperaturas, a boa insolação e as chuvas escassas. Sendo assim, os rótulos sanfranciscanos são ainda mais saudáveis do que a maioria.

Produção perene e enoturismo

A produção é feita o ano todo, com diferentes estágios. No começo do ano, os vinhos brancos jovens são elaborados. De maio a agosto, os tintos têm mais espaço. No fim do ano, é a vez dos espumantes. As principais uvas cultivadas são Syrah e Cabernet Sauvignon, entre as tintas, e Chardonnay, Sauvignon Blanc e Moscatel, entre as brancas.

O enoturismo na região está se fortalecendo nos últimos anos, oferecendo visitas exclusivas às vinícolas. Elas oferecem passeios entre os vinhedos, degustações harmonizadas e tour por toda a área de elaboração dos vinhos. Há também a Rota Vapor do Vinho, com passeio de barco a vapor no Velho Chico e paradas em ilhas.    

 

vinho
Brasil
Região: Serra da Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Prosecco Ice Demi-Sec
R$ 57,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaúcha
2004 / 750 ml / Tinto
Velho Do Museu Cabernet & Merlot 2004
R$ 216,75
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vinho
Brasil
Região: Campanha Gaúcha
2017 / 750 ml / TINTO
Casa Venturini Tannat Reserva 2017
R$ 89,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
2020 / 750 ml / Rosé
Fausto Merlot 2020
R$ 81,00
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces Do Brasil Brut
R$ 67,50
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces Do Brasil Brut Rose
R$ 65,55
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Pinot Noir Brut Rose
R$ 57,00
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vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Moscatel Rose
R$ 57,00
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vinho
Brasil
Região: Campanha Gaúcha
2014 / 500 ml / TINTO
Pueblo Pampeiro Indômito Tannat Licoroso 2014
R$ 143,00
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vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
2018 / 750 ml / TINTO
Lidio Carraro Dadivas Pinot Noir 2018
R$ 124,00
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