/Por Sergio Crusco

Qual é a diferença entre os métodos tradicional e charmat? O que quer dizer brut ou demi-sec? Crémant? Nunca ouvi falar, será que vale a compra?

Conhecer o básico sobre os principais métodos de produção, o teor de açúcar presente em cada garrafa ou estilos e denominações de origem ao redor do mundo podem garantir o sucesso da escolha.

Prestar atenção às informações do rótulo ou da ficha técnica faz com que você não cometa o erro de comprar um espumante doce, quando tudo o que desejava era uma bebida seca e refrescante e com boa sensação de acidez.

Se busca complexidade para a harmonia com o grande peru de Natal, um champanhe ou um espumante elaborado pelo método tradicional será uma boa pedida. Se vai receber a tia que adora bebidas doces, aposte em um belo moscatel produzido no Sul do Brasil. Se quer fartura, um mar de borbulhas para embalar o esquenta da virada, espumantes feitos pelo método charmat podem dar o tom do momento. Siga o guia para acertar nas compras das festas que vêm aí.

Métodos de produção: o jeito de fazer influencia o produto

Método tradicional ou Champenoise

O método de elaborar espumantes desenvolvido na região francesa de Champagne é bastante difundido no mundo e no Brasil. Consiste em duas fermentações, a primeira em tanques ou barricas e a segunda feita na garrafa, com adição de mais leveduras (licor de tiragem).

A autólise, tempo de contato do líquido com as leveduras, influencia as características da bebida e deve durar pelo menos 15 meses, de acordo com os cânones de Champagne.

Grandes espumantes feitos de maneira tradicional podem ficar anos em descanso, gerando bebidas bastante complexas em aromas e paladar, caso dos champanhes vintage.

Quando a autólise é considerada suficiente pelo produtor, as borras da fermentação são retiradas por meio de uma técnica chamada dégorgement (degola) e o líquido é completado com o licor de expedição, que contém açúcar e vai definir o teor de dulçor do produto.

Método charmat

É um modo de produção mais rápido, em que as duas fermentações são feitas em tanques. De maneira geral, os charmats são mais jovens e frescos. São aqueles espumantes de preços mais camaradas, bons para o dia a dia. Embora corriqueiros, há ótimos charmats no mercado, sobretudo brasileiros.

Método ancestral

Esses espumantes, conhecidos no mundo moderno como pét-nats, passam apenas por uma fermentação. O líquido começa a borbulhar em tanques ou barricas e, em dado momento, é transferido para as garrafas. É comum encontrar pét-nats sem degola.

Método asti

Também acontece apenas uma fermentação, interrompida com resfriamento para garantir o dulçor da bebida. É usado no Brasil por produtores de espumantes de uvas da família moscatel, um estilo reconhecidamente doce.

Teor de açúcar: do mais seco ao mais doce, saiba como identificá-lo

Nature

É o espumante mais seco, sem adição de licor de expedição, com até 3 gramas de açúcar residual por litro.

Extra-brut

Tem entre 3,1 gramas e 8 gramas de açúcar por litro.

Brut

De 8,1 gramas a 15 gramas de açúcar por litro.

Sec (seco)

De 15,1 gramas a 20 gramas de açúcar por litro.

Demi-sec (meio seco)

De 20,1 gramas a 60 gramas de açúcar por litro.

Doux (doce)

Mais de 60 gramas de açúcar por litro. Alguns dos moscatéis brasileiros se encaixam nessa categoria.

Estilos e denominações de origem: qual a diferença entre champanhe e espumante?

Cava

Denominação comum a dez regiões da Espanha, com predominância das uvas macabeo (ou viura), xarel-lo e parrelada.

Champanhe

Denominação de origem dos espumantes da região francesa mais famosa, elaborados com predominância das uvas chardonnay, pinot noir e pinot meunier.

Crémant

Não é o nome de uma região, mas de uma denominação comum a espumantes franceses de Bordeaux, Borgonha, Alsácia, Die, Jura, Limoux, Savoia e Loire, além de uma DO em Luxemburgo.

Espumante

Todo vinho com borbulhas naturais, próprias do processo de fermentação, é considerado um espumante.

Pét-nats

Redução da expressão pétillant naturel. São espumantes mais rústicos, elaborados pelo método ancestral, preferido pelos produtores de vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos. A técnica é bem difundida no mundo, incluindo o Brasil.

Prosecco

Denominação italiana da região do Vêneto (Conegliano-Valdobbiadene e Colli Asolani). Tem protagonismo da casta glera (também bastante cultivada no Brasil), que pode ser blendada com outras uvas brancas (não mais de 15% das coadjuvantes).

Sekt

Não é uma denominação, mas o nome genérico dado aos espumantes alemães, produzidos em várias regiões com riesling, pinot noir, pinot gris, chardonnay, gewürztraminer e outras castas.

Sur lie

Espumantes que não passam pela degola das leveduras e por isso têm aspecto turvo. O interessante deles é que a autólise continua acontecendo na garrafa e o consumidor é responsável pelo momento de interrompê-la, quando decide abri-la. O estilo tornou-se bastante popular no Brasil, e vários produtores famosos têm um sur lie para chamar de seu.

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