/Por Cristina Bielecki

O projeto da Amitié — amizade, em francês — começou em 2018 com uma linha de espumantes. No ano seguinte, foram 58 mil garrafas comercializadas.

Em 2020, a Amitié deu um grande passo e lançou sua linha de vinhos tranquilos, rótulos versáteis e modernos que expressam frescor e jovialidade. Para este ano, o objetivo era chegar às 300 mil unidades – concretizado com o lançamento da linha Colheitas.

E em 2022 deverá inaugurar, no Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, um espaço de enoturismo. Nesta entrevista exclusiva, as sócias Andreia Gentilini Milan e Juciane Casagrande, sommelière e enóloga, respectivamente – trabalhando no ramo do vinho há mais de 20 anos –, contam sobre o planejamento e desenvolvimento da marca. 

Como vocês chegaram ao projeto da Amitié? 

Andreia Milan: Fui diretora do Wines of Brazil durante oito anos e viajei bastante pelo mundo afora promovendo o vinho brasileiro. A Ju era representante de uma vinícola e nós nos conhecíamos há bastante tempo. Sempre pensamos de forma muito parecida. Então, juntamos nossos conhecimentos, ela como enóloga e eu como sommelierè, e começamos nosso negócio em 2018. 

Qual é a formação de cada uma de vocês? 

Juciane Casagrande: Fiz o primeiro vestibular de enologia de curso superior no Brasil e ingressei na faculdade aqui em Bento Gonçalves (RS). A Andreia é administradora de empresas, com formação em comércio exterior, e sommelière profissional formada pela Associação Brasileira de Sommeliers (ABS) – inclusive, ela foi uma das fundadoras da ABS do Rio Grande do Sul. 

E como começou o interesse pelo vinho? 

JC: Somos de família de viticultores: nasci em Bento Gonçalves, onde meus avós já plantavam uva. Comecei ajudando na época da colheita, que eu adorava! Depois eles faziam vinho de produção própria, pisavam uva com os pés e tal. Isso já é intrínseco em nós. Meu pai sempre tomou vinho nas refeições e, quando chegamos à idade adequada, ele deixava que tomássemos um golinho também. Essa paixão já vem da infância. 

Como nasceu a ideia da Amitié? 

JC: Foi quando conversei com a Andrea, que é uma grande amiga, para desenvolvermos uma produção, um portfólio de vinhos espumantes em que pudéssemos aproveitar todo o nosso conhecimento, todo o know-how, tanto técnico quanto comercial, para avançar com uma marca nossa. Começamos, simultaneamente, a fazer toda a parte de aproximação com um fornecedor que pudesse vinificar os vinhos. Era safra de uva, fim de janeiro, começo de fevereiro. 

AM: Sim, foi em fevereiro de 2018, quando começamos o projeto e já fizemos o primeiro produto: o Nature, um método tradicional, 100% chardonnay. Um blanc de blanc com 18 meses em autólise com leveduras. 

A Amitié não tem adega. Como foi esse desafio de produção?

JC: Iniciamos a produção dentro de uma vinícola para quem eu já dava consultoria, que é a São João, em Farroupilha (RS). Fizemos a locação dos tanques e eles também prestam o serviço de recebimento da uva, de prensagem, de engarrafamento… É uma terceirização de equipamentos, mas os vinhos são vinificados seguindo nossos protocolos. Eu e a Andreia trabalhamos bastante em conjunto na concepção do estilo de vinho que buscávamos. Fizemos um pré-lançamento no fim de setembro de 2018, mas o início da comercialização foi mesmo no fim de outubro. Acabamos de completar três anos de mercado. 

Por que escolheram iniciar com espumantes? 

AM: Porque enxergamos bastante potencial no mercado. Nossa vinícola parceira trabalha com uma empresa que tem excelentes bases de espumante, especialmente a de chardonnay, que é a uva que utilizamos bastante e acreditamos muito no potencial dela, na elegância que traz aos espumantes. 

Vocês lançaram recentemente a linha de vinhos tranquilos Amitié Colheitas. Como a gama foi desenvolvida? 

JC: A linha começou a ser desenvolvida em 2019. Nós já estávamos observando as diversidades da viticultura no Brasil, como a viticultura tradicional aqui na nossa região, na Serra Gaúcha, que é a colheita de verão. Mas percebemos que o Brasil pode ter safra em todas as épocas do ano – e ninguém tinha ainda olhado por esse ângulo.

É isto que a linha representa, uma homenagem às colheitas do Brasil, o único lugar do mundo a ter colheitas nas quatro estações do ano. Então fomos buscar em cada região a variedade de uva que mais se adequava a ela.

Qual é a próxima novidade? 

JC: Muitos turistas têm nos procurado. Por isso, entendemos que precisávamos também cuidar um pouco desse aspecto. Compramos um terreno no Vale dos Vinhedos e iniciamos a construção da nossa vinícola, prevista para finalizar na metade do ano que vem.

Esse espaço vai contemplar toda uma área de experiência enoturística: visitação, degustação, loja, wine bar e uma parte da produção voltada às maturações – como a maturação em barrica, no método champenoise dos espumantes e algumas vinificações diferenciadas que iremos aos poucos implementando. Vai ser importante para nosso crescimento e desenvolvimento.

vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Moscatel
R$ 55,29
MAIS DETALHES
vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Dadivas Brut Rose
R$ 83,65
MAIS DETALHES
vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces do Brasil Brut Rose
R$ 81,18
MAIS DETALHES
vinho
Brasil
Região: Serra do Sudeste
750 ml / ESPUMANTE
Lidio Carraro Faces do Brasil Brut
R$ 83,65
MAIS DETALHES
vinho
Brasil
Região: Serra da Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Prosecco Ice Demi-sec
R$ 55,29
MAIS DETALHES
vinho
Brasil
Região: Serra Gaucha
750 ml / ESPUMANTE
Espumante Garibaldi Pinot Noir Brut Rose
R$ 55,29
MAIS DETALHES