O perfil aromático complexo – com notas de frutas frescas e traços vegetal e mineral – e a rusticidade da uva, por causa dos taninos e da acidez, faz a cepa espanhola Sumoll ser frequentemente comparada à italiana Nebbiolo. “Se a cabernet sauvignon fosse como ouvir Mozart, a sumoll seria como ouvir Stravinski“, disse um experiente e saudoso sommelier amigo. 

O vinho de hoje é o Montrubí Durona Gran Reserva 2008.

Ele é uma verdadeira expressão de origem, tanto pelo terroir quanto pela rara uva autóctone catalã que compõe o blend, a sumoll – seguida pelas garnacha e samsó (cariñena). Nativa da Catalunha, difícil de cultivar e vinificar, a sumoll quase desapareceu da sua região de origem com a chegada das variedades internacionais e o aumento da produção dos espumantes Cava.

Hoje, é praticamente encontrada só na Espanha (Catalunha e Ilhas Canárias), com uma pequena quantidade na Austrália, para onde foi levada para ser cruzada com a cabernet sauvignon.

Neste rótulo, a vinícola Heretat MontRubí entrega um vinho de personalidade, que surpreende pela longevidade, pois já está com quase 15 anos e ainda se apresenta jovem.

Na taça, ele mostra:

  • aromas de frutas negras com um toque de banana;
  • notas de especiarias doces e pimenta;
  • traços minerais bem integrados à madeira.  

Harmonização com Montrubí Durona Gran Reserva 2008

O líquido estagiou por 12 meses em barris de carvalho francês e, em seguida, envelheceu por 24 meses em garrafa antes de ser comercializado. É um vinho para paladares maduros e abertos a novas experiências. Tem corpo médio, acidez equilibrada e boa estrutura de taninos. O que o torna par perfeito para pratos também estruturados, como paleta de cordeiro ao forno ou massas com ragu de ossobuco. Melhor: é delicioso se desfrutado sem pressa.