/Por Marjorie Zoppei

Em entrevista ao portal Wine Business, Victoria Agromakova, CEO do VIA-Group LLC – Wine and Spirits Ukraine, afirmou que viticultores da Ucrânia estão unidos para defender o país. “Eles estão engarrafando não vinho, mas gasolina para coquetéis-molotovs para proteger suas terras das tropas russas.”

A empresa é a organizadora da maior feira do setor no Leste Europeu e promotora dos rótulos ucranianos no exterior. Porém, em tempos de guerra, Victoria diz que os únicos bens que estão recebendo são “remédios, máquinas militares, munições e alimentos. A venda de álcool na Ucrânia está proibida. Precisamos da mente sóbria para proteger nossa liberdade!”.

As vinícolas dizem estar fazendo o “vinho protetor”. Oksana Buyachok, proprietária da vinícola Fathers Wine, revelou que a empresa produziu 2.500 coquetéis-molotovs.

Também costurou travesseiros e cobertores, fabricou ouriços e serpentinas de metal – barreiras usadas no bloqueio de ruas –, coletou ajuda humanitária para refugiados e preparou comida para os soldados ucranianos.

Svetlana Tsybak, da Associação de Enólogos Artesanais da Ucrânia, está organizando ajuda humanitária às cidades mais atingidas, assim como Eugene Sheyderis, proprietário da vinícola Beykush Winery.

Fora da Ucrânia, o grupo Primum Familiae Vini (PFV) doou mais de 28 mil dólares à Cruz Vermelha e leilões nos Estados Unidos estão sendo anunciados para reverter todo o valor arrecadado para dar assistência aos refugiados.