/Por Ana Beatriz Miranda

Já foi provado por inúmeras pesquisas e estudos científicos que o vinho traz benefícios para a manutenção de uma boa saúde. Mas você sabe que o mundo da nossa bebida favorita é enorme, com uma infinidade de tipos e estilos de vinho. Dentre tantas opções, qual o melhor vinho para a saúde?

A resposta está na quantidade das substâncias que fazem a bebida ser  benéfica. O resveratrol é a principal delas. Trata-se de um polifenol natural das cascas e das sementes das uvas, um antioxidante poderoso. Ele ajuda a eliminar toxinas do organismo e combate a inflamação.

Por isso tudo, previne doenças do coração e alguns tipos de cânceres, alivia sintomas da depressão, diminui o risco de diabetes e aumenta a longevidade. 

Além do resveratrol, outros componentes do vinho também fazem bem, como os taninos, as cumarinas, flavonoides e ácidos fenólicos. Então quer dizer que todos os vinhos serão saudáveis?

De forma geral, pode-se dizer que sim, já que todos têm as substâncias benéficas, em menor ou maior grau. Porém, um tipo específico tem mais resveratrol: o vinho tinto seco

E qual a uva tinta que tem mais revesratrol? 

São vários os fatores responsáveis pela alta concentração de revesratrol nas uvas. É importante não confundir a pigmentação com esse componente. Nâo necessariamente uma uva bem escura será a mais benéfica. A cor é influenciada por outras substâncias, como antocianinas.

Em 1995, foi publicado um estudo no Jornal Americano de Enologia e Viticultura que descobriu que a Pinot Noir era a uva que mais tinha resveratrol, independentemente do país onde era cultivada. 

Entretanto, o clima da região também interfere na quantidade de resveratrol. Lugares mais frios geralmente originam uvas com maior concentração dessa substância.

Blends de Bordeaux, Cabernet Sauvignon de regiões frias, como Canadá, norte da França, uma parte da Itália, muitos clássicos Sangioveses italianos e até alguns Syrahs australianos, bem ao sul do país, são bons exemplos.