/Por Ana Beatriz Miranda

O vinho é uma bebida viva, em constante evolução. E o oxigênio é um dos agentes responsáveis por ela. Assim como ele é vital para os seres vivos, é essencial para o vinho se desenvolver e ganhar complexidade. Entretanto, esse contato com o ar deve ser mínimo para que o líquido não passe de evoluído para oxidado. A oxidação é um dos defeitos do vinho.

O que é a oxidação do vinho? 

É o contato excessivo da bebida com o oxigênio. Esse elemento acelera reações químicas irreversíveis no líquido, trazendo aromas e sabores indesejáveis. As cores também sofrem alterações. De forma bem resumida, o vinho vira vinagre.   

O vinho tinto passa da cor rubi para tons castanhos, os rosés ficam alaranjados e os brancos muito dourados. Os aromas que surgem são geralmente de amêndoas, acetona, esmalte e vinagre. Algo acre e adocicado ao mesmo tempo.   

Por que acontece a oxidação?

Os vedantes servem para preservar o líquido e evitar o contato com o oxigênio, que acelera a transformação. Todavia, a oxidação do vinho pode acontecer ainda assim, em menor ou maior proporção. As rolhas de cortiça, principalmente, permitem a micro-oxigenação, que é benéfica para a bebida.

Mas pode acontecer de a garrafa não ter sido vedada corretamente, havendo uma maior exposição ao oxigênio e, consequentemente oxidando o vinho. É legal observar a rolha sempre que você abrir um exemplar. Se ela estiver manchada além do fundo que fica inserido no gargalo, vale buscar sinais de oxidação nas cores, aromas e sabores.     

Além disso, assim que você abre uma garrafa, o vinho já começa a evoluir mais rapidamente. Por isso, não se pode guardar um rótulo por mais de alguns poucos dias para ser consumido. Ele inevitavelmente vai oxidar. Vinhos tintos leves duram até 3 dias na geladeira. Os mais encorpados aguentam 4 dias. Espumantes, brancos e rosés2 dias e olhe lá. Isso se forem todos vedados corretamente na hora de guardar. 

Oxidação do vinho pode ser um estilo

Nem sempre a oxidação será um defeito. Existem alguns estilos de vinho que têm como característica marcante um lado oxidado. Claro que, nesses casos, é a intenção do produtor e enólogo que a bebida tenha traços de oxidação. É supercontrolado e sutil.

O espanhol Jerez, um vinho licoroso, é um deles. O Jerez oloroso, principalmente, traz notas oxidadas bem marcadas. Em Rías Baixas, na Espanha, há brancos levemente oxidados bastante famosos. O branco francês Vin Jaune é outro exemplo, com sua cor de ouro, um poder aromático único e altíssimo potencial de guarda. O vinho do Porto Tawny também traz nuances de oxidação, como sua cor terrosa e seus aromas de frutas secas.  

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